A desinfecção de hospitais é um grande desafio para os profissionais responsáveis pela área. Muitas vezes, por falta de informações ou por redução de custos, os resíduos gerados em clínicas e hospitais são negligenciados e causam infecções, em decorrência do descarte inadequado dos materiais.
A proposta deste artigo é apresentar dicas práticas para garantir a segurança no ambiente hospitalar e minimizar os riscos de infecções, que, muitas vezes, são causadas pela má gestão de resíduos e pela falta de cuidados específicos do setor. Ficou interessado? Então, continue a leitura!
Saiba como lidar com resíduos hospitalares
As clínicas e os hospitais geram uma grande quantidade de resíduos, e é um desafio para os gestores atentar aos principais cuidados na coleta de lixo hospitalar. Essas precauções devem ser tomadas, pois grande parte desses materiais pode gerar contaminações.
Deve haver a divisão adequada dos tipos de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) para que o descarte seja realizado de forma certa e traga segurança tanto para os colaboradores do hospital quanto para os usuários de hospitais e clínicas. Em relação ao treinamento dos profissionais, é importante garantir um preparo da equipe de limpeza e hotelaria hospitalar, que terá acesso direto a esses dejetos.
É preciso investir na conscientização sobre a higiene pessoal, por exemplo, a lavagem correta das mãos com sabonete e o uso do álcool em gel. Além disso, exponha a importância do uso ideal dos equipamentos de proteção para evitar contato direto da pele com os materiais de limpeza e com os resíduos — veremos mais sobre isso adiante.
Entenda as especificidades das áreas do hospital
Existem três áreas hospitalares e elas se dividem de acordo com os riscos:
- áreas críticas, como CTI e centro cirúrgico, nas quais há um número maior de pacientes em estado grave e com o sistema imune mais afetado. Nesses locais, o risco de infecção é maior, pois há procedimentos invasivos e o paciente se torna mais vulnerável;
- áreas semicríticas, que são ambulância, enfermarias e ambulatórios. Nesses ambientes encontram-se os pacientes internados e o risco de infecção é menor;
- áreas não críticas, como a sala do médico, refeitório, pátios e administração. As áreas não críticas são aquelas que não oferecem risco de infecção pois não há presença de pacientes.
Para cada um desses locais, há um procedimento padrão que tem o objetivo de evitar a infecção hospitalar. Nas áreas críticas deve-se fazer o uso de materiais que impeçam o contato de qualquer tipo de fluído corporal. Ou seja, máscaras, toucas, luvas, aventais, entre outros. Além disso, é vedada a entrada de alimentos que não sejam provenientes do hospital.
Esses cuidados são importantes para a proteção dos pacientes, que estão com o sistema imune alterado e vulnerável a obter infecções. Além disso, são práticas que garantem que as pessoas designadas a entrarem nesses ambientes não contraiam os possíveis agentes causadores de doenças.
Nas áreas semicríticas, os cuidados são praticamente os mesmos, porém a entrada de visitantes é menos restrita e o contato direto com os pacientes não é tão preocupante, porém a higienização correta das mãos é indispensável. Já nas áreas não críticas, são necessários apenas os procedimentos habituais de higiene pessoal.
Use EPI adequado para cada situação
Os colaboradores do serviço de limpeza e hotelaria hospitalar devem ser treinados para utilizar os equipamentos de proteção individual (EPI) corretamente, pois isso diminui os riscos operacionais e as contaminações.
Os equipamentos necessários são:
- avental, que protege a região abdominal e a roupa contra a umidade. Deve ser usado em áreas críticas;
- máscara, indicada para áreas de isolamento. Vale lembrar que as máscaras não devem ser tocadas com as mãos enluvadas;
- óculos de proteção contra respingos de sangue e secreções — e também durante a diluição dos produtos;
- botas de cano alto e/ou baixo, para atividades de limpeza em geral;
-
luvas de cano alto, para proteção das mãos. As luvas devem ser disponibilizadas em duas colorações:
- amarelas, para mobiliários, como a cama do paciente, cadeiras e mesas;
- e verdes, para superfícies em que a concentração de sujeira é maior, como lixeiras e banheiros.
Além disso, as práticas de higiene pessoal devem ser sempre observadas e cobradas, como a lavagem correta das mãos, para evitar riscos biológicos nos hospitais.
Atente para os produtos utilizados
Além dos equipamentos de proteção, a equipe de limpeza deve atentar para o uso dos materiais e produtos adequados para a desinfecção hospitalar, como os diversos tipos de detergentes e substâncias desinfectantes. O detergente, por exemplo, varia de acordo com os locais do hospital e se o paciente terá contato direto com o produto, como em camas.
É importante que o álcool esteja disponível em todo o hospital, para a desinfecção das mãos de colaboradores, pacientes e visitantes. Além disso, nos banheiros deve haver sabonete líquido e papel toalha, para que a higienização seja sempre realizada. É interessante, ainda, afixar placas nos banheiros com instruções sobre como lavar as mãos de maneira correta. Isso é muito importante porque as mãos são grandes transmissoras de bactérias que causam infecções.
Otimize a operação
Para otimizar essas operações e garantir que a desinfecção de hospitais seja feita de modo ágil e correto, uma boa dica é a contratação de colaboradores terceirizados. A terceirização de equipes de higienização é vantajosa porque os profissionais já chegam treinados. Logo, não há necessidade de investir em treinamentos.
Além disso, os riscos de absenteísmo são praticamente inexistentes, pois as faltas podem ser facilmente preenchidas por outros colaboradores. Dessa forma, a instituição economiza recursos e garante o ingresso de pessoas qualificadas nas áreas de risco, para dar curso às operações necessárias.
Como visto, a desinfecção hospitalar é de extrema relevância para a saúde dos profissionais, dos pacientes e também de seus acompanhantes. Além disso, é uma preocupação com o meio ambiente, visto que a coleta e o descarte de lixo devem ser observados.
Investir em treinamentos ou em empresas terceirizadas para realizar este trabalho, portanto, são opções indispensáveis para garantir a segurança e a qualidade dos serviços prestados em hospitais e clínicas.
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