A segurança no controle de acesso está entre as maiores preocupações referentes ao compartilhamento de espaços. Condomínios, indústrias e outros espaços públicos podem ficar vulneráveis à entrada de indivíduos mal intencionados devido a procedimentos equivocados.
Que tal conhecer esses erros e entender como o controle de acesso pode ser aperfeiçoado para garantir a segurança e o bem-estar dos usuários do ambiente? Continue a leitura do post!
6 erros que devem ser evitados para garantir a segurança no controle de acesso
1. Práticas ineficazes de portaria
A definição dos procedimentos de controle de acesso não podem ficar a encargo dos porteiros. É preciso estabelecer uma sistemática padronizada, que todos devem cumprir para garantir que o ambiente seja devidamente protegido.
Entre os aspectos que devem ser levados em consideração, estão:
- identificação dos usuários, prestadores de serviço visitantes, que dependerá da finalidade do ambiente;
- manutenção do portão sempre trancado;
- instalação de dispositivos que facilitam o controle de acesso (catracas, portões duplos, elevadores que exigem a utilização de cartão de identificação, portas com fechamento automático);
- procedimentos padronizados para a liberação da entrada de estranhos;
- sistema para a identificação de carros no condomínio ou empresa.
Se o procedimento para cada uma dessas circunstância for cuidadosamente estudado e redefinido, as chances de tornar o espaço vulnerável à entrada de estranhos e indivíduos mal intencionados se torna muito menor.
2. Problemas de estrutura
Atualmente, os riscos à segurança são maiores. Por isso, muitos condomínios e espaços antigos foram construídos em uma época diferente, que não exigia tantas medidas para a proteção do local.
Nesses casos, é bastante comum encontrar uma estrutura inadequada como: baixa visibilidade da portaria, ausência de guaritas, muros ou grades baixos e facilmente escaláveis.
Portanto, quer o condomínio seja antigo ou tenha falhas na infraestrutura porque o projeto privilegiou aspectos estéticos, essas falhas precisam ser corrigidas. Essa ação é fundamental para garantir a segurança dos usuários do ambiente.
3. Distração dos porteiros
Equipamentos como rádio e televisões nas portarias são um fator distrator para porteiros. Eles não são o único problema, mas para evitá-los devem ser mantidos apenas monitores com imagens do circuito de câmeras.
O trabalho na portaria é de grande responsabilidade, e sua rotina exige muita atenção. Os profissionais devem receber e identificar as pessoas de forma precisa, e por isso esse ambiente não deve facilitar a distração.
Um deslize muito rápido pode ser suficiente para dar a chance a oportunistas. Ele pode levar à rendição do porteiro, que não terá como alertar moradores ou chamar as autoridades competentes. Não só os moradores ou usuários do espaço são colocados em perigo, mas o próprio funcionário.
4. Falta de mapeamento de riscos
Todo o perímetro precisa ser devidamente inspecionado e mapeado. Não só a estrutura física deve ser analisada, mas também os procedimentos. Isso permite que as falhas na segurança sejam identificadas e corrigidas.
Com esse mapeamento em mãos, a área pode ser devidamente adaptada e equipada, tornando-se altamente blindada contra ameaças.
No entanto, é preciso aplicar um esforço ainda maior. O entorno também precisa ser mapeado, para evitar outras formas de invasão. Avenidas e vias com iluminação precária, praças próximas frequentadas por grupos com comportamento de risco, redutores de velocidade em cruzamentos e acessos também precisam ser considerados.
Essas situações podem, infelizmente, facilitar a rendição de usuários costumeiros do ambiente e expor o condomínio ou indústria a riscos à sua segurança.
5. Postura inadequada dos moradores
Além dos funcionários, outros usuários constantes precisam estar familiarizados com as regras e cumpri-las devidamente. Quando isso não acontece, todo a sistemática montada para reduzir a vulnerabilidade do espaço fica comprometida.
Moradores (no caso dos condomínios) e colaboradores das empresas, quando se trata de uma indústria ou estabelecimentos comerciais, devem ser instruídos e fiscalizados quanto ao cumprimento das normas de segurança.
Entre as principais situações que aumentam a vulnerabilidade desses espaços, estão:
- desrespeito às normas pré-estabelecidas;
- solicitação de permissão para que entregadores se dirijam ao apartamento / unidade / setor onde o pedido será entregue, em vez de deixar a encomenda na portaria;
- falta de cuidado dos moradores ou usuários, que não observam o movimento do entorno antes de entrar ou sair de sua unidade ou setor;
- autorizar a entrada de visitantes sem os devidos procedimentos de identificação;
- deixar as chaves do imóvel ou do veículo na portaria;
- insistência quanto à entrada de veículos na garagem (visitantes, prestadores de serviço) sem a devida orientação ou regulamentação;
- solicitar a liberação da entrada de visitantes que ainda não chegaram;
- resistência do morador em colaborar com procedimentos de identificação (baixar as luzes do veículo e abrir o vidro, por exemplo);
- repreensão e desrespeito dos moradores aos funcionários que estão cumprindo as normas de segurança.
Em algumas situações é preciso estabelecer até mesmo medidas punitivas. Embora tenham uma aceitação baixa a princípio, é importante conscientizar os usuários do ambiente de que elas são essenciais à segurança de todos.
6. Negligência tecnológica
Para que o espaço tenha a proteção necessária e, ao mesmo tempo, o porteiro fique resguardado em seu espaço de trabalho, é preciso recorrer a dispositivos de segurança eletrônica.
Uma construção desse tipo não pode deixar de contar com:
- câmeras e sistemas de alarmes cobrindo todo o perímetro do condomínio;
- cercas elétricas e sensores infravermelhos;
- equipamentos que permitam o monitoramento remoto;
- sistema de controle de pedestres e veículos.
Porém, além da compra esses espaços precisam assegurar a devida manutenção e treinamento da equipe. Não adianta instalar esses equipamentos caso e depois deixá-los sem o devido cuidado, fazendo com que não apresentem boas condições de uso.
A equipe também precisa ser treinada constantemente para obter os benefícios desses equipamentos e, principalmente, adotar procedimentos compatíveis com a segurança de todos.
Outra forma de utilizar a tecnologia para ganhar eficiência e reduzir custos é com a portaria remota. Com esse sistema, os porteiros são substituídos por sistemas eletrônicos.
Enquanto os moradores ou frequentadores usuais têm sua entrada liberada por sensores biométricos, os visitantes e prestadores de serviços são identificados por meio de imagens e sons enviados a uma central.
Com esses recursos, profissionais especializados administram a entrada e saída de pessoas, garantindo a proteção do espaço e o bem-estar de todos.
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