A portaria é uma parte fundamental para a segurança e um dos locais que exige mais atenção em um condomínio. O profissional que exerce serviços de recepção e vigilância, portanto, deve seguir uma conduta profissional impecável, para que possa garantir conforto e segurança para os moradores. Afinal, é por conta dessa sensação de proteção que a maioria das pessoas acaba optando por morar em prédios e condomínios.
Dito isso, o porteiro significa proteção e deve ter tanto a confiança do síndico, quanto a dos condôminos, estando na linha de frente do edifício, sendo capaz de perceber os primeiros sinais de risco e de tomar as iniciativas para garantir a defesa de todas as pessoas que circulam no local.
Por este motivo, tornou-se essencial investir no treinamento dos porteiros. Afinal, um chefe de portaria bem treinado pode fazer toda a diferença diante de uma situação de risco.
A padronização das funções
Dissemos acima a importância do porteiro saber reconhecer previamente uma situação de risco e saber reagir imediatamente e a altura da circunstância.
Por isso, um bom treinamento deve começar alertando-os a seguir padrões nas funções que exerce rotineiramente, (controle de acesso de pessoas e de veículos, observação do perímetro e dos ambientes internos) e os padrões caso de arrombamentos, invasões e assaltos, por exemplo.
A inexistência desse treinamento é praticamente uma carta-branca para que o porteiro haja da forma que bem entender em cada situação, o que não é o mais adequado para a segurança da portaria. Isso pode acarretar vários erros em relação à administração da portaria, que colocaria em perigo o prédio inteiro.
Assim sendo, o profissional deve estar ciente dos passos de identificação de visitantes e prestadores de serviços, bem como dos cuidados que deve tomar na abertura e no fechamento de portões e ainda, compreender e seguir as normas de conduta da função, como, por exemplo, nunca deixar a guarita nem por um segundo e de distrair com aparelhos eletrônicos.
Essa parte do treino é basicamente instruir como o profissional deve agir, para que haja concentração total na vigilância do local.
Além disso, deve-se instruir o colaborador sobre as regras do condomínio, e instruí-lo sobre as consequências caso essas regras sejam quebradas, consequências aplicadas tanto a ele quanto para os condôminos.
Comunicação
Saber se comunicar bem é algo fundamental para um porteiro. Saber receber uma mensagem e transmiti-la corretamente é algo muito importante nas rotinas diárias de um porteiro.
Um porteiro devidamente treinado, capaz de passar as informações de forma adequada, até reflete na imagem que o seu condomínio passa para as pessoas.
Pense bem, um porteiro que se comunica usando gírias, faz muitas pausas para pensar no que vai falar, ou que simplesmente não saiba se fazer entender pelas pessoas, não leva confiança alguma para os moradores, apenas dá a impressão de ser alguém despreparado e imaturo. A utilização de um vocabulário mais formal causa uma boa impressão.
O uso do telefone ou interfone também cai nesse tópico. Quando a conversa se dá pessoalmente, mesmo que o porteiro não tenha a dicção das melhores, gestos e trejeitos ajudam na comunicação desde sempre. No telefone, porém, o porteiro não tem essa vantagem, o que complica na comunicação e se ele for ininteligível, informação podem ser passadas erradas e recomendações mal interpretadas, o que vai impactar negativamente a segurança do local.
Além disso, padronizar a forma de atendimento telefônico, também é uma boa pedida. Orientar o porteiro sobre a importância de atender logo o telefone também deve ser abordado e cobrado.
É importante reforçar sempre que sejam registrados por escrito os recados a serem repassados, de forma a evitar esquecimentos e a transmissão incorreta das mensagens. O treinamento na utilização de rádios HTs e como se comunicar no caso de emergências é algo a se considerar durante os treinamentos também.
Apresentação Pessoal
A apresentação pessoal é algo muito importante, principalmente quando se é o funcionário que acolhe as pessoas que entram no condomínio e é a primeira pessoa que elas veem. Como dissemos antes, a impressão é uma coisa muito importante, e um porteiro todo desleixado, não passa a credibilidade e a segurança que os moradores e seguranças querem sentir.
Portanto, os cuidados pessoais incluem as questões básicas de higiene pessoal, padronização e cuidados na utilização do uniforme, de brincos e adereços, e o uso de barbas, bigodes e cavanhaques.
Tecnologia
Conforme as pessoas sentem mais necessidade de segurança, a tecnologia voltada para essa área tem se desenvolvido e crescendo.
Sistemas de monitoramento por imagens, sistemas de alarme, sensores de presença, entre outros dispositivos, exigem a capacidade e um entendimento mínimo para operá-los. Pense bem, você quer alguém que não consegue nem mexer no whatssapp direito, operando as câmeras de segurança?!
Não estamos dizendo que você deva contratar exclusivamente porteiros mais novos que estejam acostumados com tecnologia, só estamos te alertando que o treinamento para a operação da tecnologia é necessário para todo o porteiro que sentir a necessidade e dificuldades com as máquinas. Isso geralmente se enquadra no pessoal mais velho.
Além disso, seja novo ou seja um senhor de idade, é muito provável que um profissional despreparado não esteja familiarizado com os sistemas de monitoramento, assim, possivelmente não saberá como acioná-los e utilizá-los na vigilância do local, fazendo com que todo o investimento em tecnologia não alcance a eficiência na garantia da segurança e, o que é pior, favorecendo a ação de criminosos.
O conhecimento básico de informática é hoje requisito mínimo de um porteiro.
Mesmo sem experiência, um profissional pode se tornar um bom porteiro, contanto que tenha o treinamento correto.
Nesse texto falamos sobre o treinamento correto a oferecer para os porteiros, para que a segurança de seu condomínio seja garantida. Se gostou desse conteúdo fique a vontade para assinar nossa newsletter e sempre estar a par de novos materiais.




