A higienização deve ser devidamente supervisionada em todo e qualquer tipo de local, seja empresas, indústrias, condomínios e escritórios. Ela é indispensável para trabalharmos de forma saudável e produtiva.
Mas quando o assunto é a área hospitalar, a limpeza chega a um nível muito mais elevado de importância, sendo muito mais rigorosa e recebendo atenção redobrada. Tanto hospitais quanto clínicas são expostos a grandes riscos de contaminação a todo o momento, por isso, a prevenção de infecções e doenças é indispensável para o funcionamento dessas áreas.
Esse tipo de limpeza não é feita de maneira geral como na maioria dos locais que mencionamos acima. Ela é bem específica, utilizando-se de técnicas de limpeza características, seguindo princípios orientados pela Anvisa — Agência Nacional de Vigilância Sanitária, mão de obra treinada e produtos adequados, além de protocolos de limpeza e desinfecção primordiais que não podem ser ignorados e devem ser seguidos a risca.
Assim sendo, o objetivo da limpeza hospitalar é, basicamente, controlar, reduzir, prevenir e remover as sujeiras, tanto químicas quanto mecânicas e térmicas, que possam prejudicar de alguma forma a saúde dos pacientes e funcionários.
Dito isso, existem 7 tipos de higienização realizadas no ambiente hospitalar que qualquer hospital ou clínica que se preze deve seguir. Falaremos de cada uma delas, separando-as de acordo com a classificação de áreas.
Áreas críticas
São as áreas onde existe um risco maior de infecções, usadas para procedimentos de risco, como salas de cirurgia, unidades de tratamento intensivo, locais onde estão pacientes comprometidos com doenças infecciosas, etc.
As limpezas realizadas nestes locais são:
Descontaminação:
A descontaminação objetiva proteger os profissionais que irão realizar a limpeza de algum ambiente ou equipamento que contenha matéria orgânica, tais como urinas, fezes, vômitos, entre outros.
Desinfecção:
Esse procedimento consegue eliminar a maioria dos micro-organismos em sua forma vegetativa, especialmente os agentes infecciosos. Essa eliminação é feita por agentes químicos ou físicos. No entanto, não consegue eliminar esporos bacterianos.
A utilização de produtos de limpeza e de desinfecção, precisa estar de acordo com as determinações da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
Limpeza especial:
É realizada a desinfecção diária de todos os equipamentos e materiais que estão a uma distância de até um metro do leito do paciente infectado ou colonizado com bactérias fortes, ou se for o caso de haver riscos de contaminação das superfícies do quarto. Os equipamentos incluem monitores, grade da cama, respirador, focos, criado-mudo, bomba de infusão, suportes de soro e painel de gases.
Este procedimento requer muito esforço do profissional e o submete ao risco de contaminação. Panos e esfregões utilizados na limpeza devem ser encaminhados para lavagem na lavanderia e guardados secos por medidas de higiene e conservação.
Áreas semicríticas
Onde estão os pacientes com moléstias infecciosas de baixo poder de transmissão ou de doenças não infecciosas, como ambulatórios, quartos, enfermarias, etc.
Limpeza preparatória:
Essa limpeza é um procedimento feito diariamente, porém, é feito especialmente antes de ocorrer utilização do quarto ou ambiente. Ou seja, é a limpeza de equipamentos e ambientes como ultrassonografia, raios-X, centro cirúrgico e endoscopia.
Limpeza terminal:
Esse tipo de limpeza hospitalar acontece sempre logo após a saída do paciente do hospital, seja por transferência, alta ou óbito. É uma limpeza mais minuciosa, na qual também é realizada a desinfecção, feita exclusivamente para reduzir, até eliminar, a possibilidade de contaminação dos profissionais do hospital e dos próximos pacientes que utilizarão o quarto.
Pode ser feita nas áreas gerais também — fora o quarto do paciente. Nesse caso, é realizada periodicamente de acordo com a criticidade das áreas (crítica, semicrítica e não crítica), com data e horário pré-estabelecidos em cronograma mensal, incluindo todas as superfícies e mobiliários.
É importante ressaltar que na limpeza terminal é necessária a utilização de métodos mais eficientes de limpeza, como a utilização de equipamentos mecanizados.
Áreas não críticas
São as áreas não ocupadas por pacientes ou onde não se realizam procedimentos de risco, como as áreas administrativas, consultórios ou de manutenção.
Limpeza concorrente:
Esse tipo de limpeza é um procedimento diário, geralmente atribuída ao cômodo do internado, que pode ser realizado enquanto o paciente está em seu quarto. É limpeza de superfícies como os pisos, mesas fixas, pias, maçanetas das portas e até interruptores de luz. Além da higienização, também são repostos materiais como papel higiênico, papel toalha e sabonete líquido, e feito também o recolhimento do lixo.
Limpeza mecanizada de piso:
É um tipo de limpeza especial de piso, é eliminada toda a sujeira do piso com a ajuda de uma máquina de lavar similar a uma enceradeira ou lavadora automática, feitos geralmente nas áreas em que ocorrem grande circulação.
Vale a pena dizer que para todos esses procedimentos, é necessário o uso de luvas. Antes de colocá-las, porém, para não contaminá-las, devem-se higienizar as mãos, com a técnica correta. Após o uso de luvas também deve-se lavar as mãos, pois elas frequentemente têm micro perfurações.
Devem ser retirados também os acessórios que podem servir de reservatório para micro-organismos (anéis, pulseiras, relógios de pulso). As unhas devem estar sempre cortadas, pois podem abrigar micro-organismos causadores de infecção.
Além disso, deve-se utilizar óculos de proteção ou máscara de proteção facial em certos procedimentos.
Como pode ver, a limpeza hospitalar não é nada fácil, com detalhes mínimos que se não forem bem feitos pode causar sérios riscos à saúde humana. Ademais, todos os produtos químicos apresentam algum risco para quem os manuseia.
O ideal seria contratar uma empresa terceirizada e especializada em Limpeza Hospitalar. Além de cumprir com todas as normas de higiene e segurança, a empresa é responsável pelo fornecimento de equipamentos, orientação e treino dos colaboradores sobre como fazer o serviço corretamente e sem riscos, tanto para a saúde dos outros quanto para as áreas a serem limpas.
Todo esse profissionalismo, além de eficiente, causa uma ótima impressão nos pacientes e garante uma equipe sempre apresentável.
A Morhena é um bom exemplo de empresa de terceirização que tem grande especialização, mestria e experiência na área de limpeza hospitalar, sem contar que é uma das poucas empresas no Brasil que a ter uma ISO específica na área. Conquistar a certificação ISO é muito difícil, mas quando se consegue, se torna um atestado de reconhecimento nacional e internacional à qualidade do trabalho da empresa.
Neste texto, abordamos os 7 tipos de limpeza realizadas em hospitais e clínicas. Se aproveitou esse conteúdo de Limpeza Hospitalar, fique a vontade para assinar nossa newsletter para mais.




