Quando nos referimos ao serviço de limpeza hospitalar, sabemos que existem muitos desafios envolvendo técnicas, processos, produtos, exigências e maquinários. Afinal, essa limpeza deve ser feita com total qualidade e pleno cumprimento a uma escala de limpeza, de modo que o ambiente esteja o mais higienizado possível, evitando infecções e riscos de contaminação.
Por isso, a gestão dessa limpeza é muito importante também e deve ser feita perfeitamente.
Cada área hospitalar necessita de técnicas de higienização específicas, o que pode representar grandes desafios no cotidiano do hospital. Uma boa gestão de limpeza, pode aprimorar os processos e garantir a segurança de todos os profissionais que circulam o estabelecimento de saúde.
Dito isso, separamos algumas dicas importantes que podem facilitar muito a gestão da limpeza em hospitais.
São elas:
Evite algumas práticas
A Limpeza Seca — varrer e espanar — ajudam a espalhar no ar e sobre as superfícies a sujeira e os microrganismos ao limpar, o que nem de longe é o ideal. Já a água sozinha não consegue realizar uma limpeza eficaz, pois ela tende a ser absorvida pela superfície em que é espalhada, formando gotas.
O ideal é instruir seus colaboradores para utilizarem um desses três tipos de limpeza:
- Limpeza Manual Úmida: Utiliza rodos e esfregões, panos ou esponjas umedecidas em solução detergente, com enxágue posterior com pano umedecido em água limpa. Esse procedimento é indicado para a limpeza de paredes, divisórias, mobiliários e de equipamentos de grande porte, e é considerada a mais adequada e higiênica, mesmo que exija muito esforço por parte do colaborador. Os colaboradores devem ser instruídos a usar correta e perfeitamente os EPIs, pois essa limpeza tem um alto risco de contaminação.
- Limpeza Manual Molhada: O procedimento consiste em espalhar uma solução detergente no piso e esfregar com escova ou esfregão, empurrar com rodo a solução suja para o ralo, enxaguar várias vezes com água limpa.
- Limpeza com Máquina Automática: É utilizado para limpeza de pisos com máquinas automatizadas, diminuindo o esforço e risco para o trabalhador.
Mas isso não quer dizer que a Limpeza Seca nunca deve ser utilizada, ela é recomendável em áreas descobertas, como estacionamentos e pátios. É tudo questão de bom senso.
Estabeleça um Cronograma de Frequência
A frequência que deve ser adotada na limpeza hospitalar também é diferente da frequência de limpeza de outras organizações e empresas. Assim sendo, é fundamental estabelecer um cronograma que deve ser seguido a risca para evitar contaminações e infecções.
Esse cronograma deve englobar todos os sete tipos de limpeza hospitalar: descontaminação, desinfecção, limpeza especial, limpeza preparatória, limpeza terminal, limpeza concorrente e limpeza mecanizada de piso.
Para isso, é estritamente importante que saiba a diferença entre limpeza, desinfecção e descontaminação. Para leigos, é aparentemente a mesma coisa, mas para o profissional da área de saúde, principalmente o gestor, é essencial para construir o cronograma.
Limpeza funciona como uma manutenção das higienizações mais profundas. Deve ser feita todos os dias e em todas as áreas do hospital, sem exceção.
A desinfecção já exige um protocolo mais intenso e consiste em eliminar a maioria dos micro-organismos e agentes infecciosos. Essa eliminação é feita por agentes químicos ou físicos.
A utilização de produtos de limpeza e de desinfecção, precisa estar de acordo com as determinações da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
Por fim, a descontaminação é o procedimento mais agressivo de todos e objetiva proteger os profissionais que irão realizar a limpeza de algum ambiente ou equipamento que contenha matéria orgânica, tais como urinas, fezes, vômitos, entre outros.
Além de saber a diferença, esse cronograma deve-se respeitar a classificação de cada área: crítica, semicrítica e não crítica, para manter o conforto dos pacientes e a mobilidade dos profissionais no ambiente.
Não seguir estritamente à periodicidade de cada serviço de limpeza pode acarretar problemas muito sérios.
Dê atenção à limpeza do piso
Independentemente da classificação do local, é fundamental manter o chão limpo. Afinal, um chão sujo pode dificultar o trabalho e representa mais riscos de acidentes, além de outros problemas, como, por exemplo, possibilidades de erros durante a execução das tarefas.
Um piso limpo também ajuda a medir o nível da qualidade do hospital, já que inevitavelmente os pacientes vão notar se o chão estiver sujo… ele está em toda parte!
Além disso, um piso limpo mantém todos os circulantes do hospital mais a vontade e com uma sensação de segurança. Como alguém confiaria em um hospital que não consegue manter nem o piso nos trinques?
Equipamentos, produtos e EPIs apropriados
Para o serviço de limpeza em um hospital, se faz necessário o uso de substâncias especiais, desenvolvidas especialmente para a higienização desses ambientes e aprovadas pela Anvisa.
Por isso é de extrema importância prestar atenção nos produtos de limpeza aplicados em cada local, verificando se eles são compatíveis com o nível de risco de contaminação do ambiente e se estão dentro das exigências da Vigilância Sanitária.
A manipulação desses produtos também deve ser feita com o uso de EPIs corretos, como luvas descartáveis, óculos de proteção ou/e máscara de proteção facial em certos procedimentos.
Incentivar a prática de protocolos básicos de higiene como lavar as mãos antes de colocar as luvas e os outros EPIs também se enquadra na manipulação correta dos produtos e equipamentos. Para aumentar a segurança, o hospital também pode investir na colocação de dispensers de álcool em gel pelos corredores e quartos.
O cumprimento dessas recomendações diminui ao máximo as chances de contaminação.
Use os indicadores de limpeza
Os Indicadores são medidas usadas para ajudar a descrever a situação atual do hospital, fazendo comparações, verificando mudanças ou tendências e avaliar a execução das ações planejadas durante um período de tempo, em termos de qualidade, quantidade ou qualquer outra métrica que queira avaliar.
O objetivo desses indicadores identificar rotinas em que há um desempenho insatisfatório;
detectar oportunidades para melhorar o serviço sempre que possível e programar estratégias para melhorias contínuas.
Dependendo da empresa, podem ser usados diferentes fatores para determinar seus Indicadores, mas limpeza hospitalar os principais são: frequência do uso de EPI’s; satisfação do cliente, no caso o hospital em si; uso de equipamentos e produtos indicados pelo ministério da saúde; e limpeza terminal e limpeza Concorrente.
Fizemos um texto abordando especificamente esse assunto, em detalhes. Sinta-se livre para se ler sobre os Indicadores de Limpeza.
Contrate colaboradores especializados
O serviço de limpeza em ambientes hospitalares contam com uma série de especificidades que devem ser consideradas no momento da limpeza. A classificação dos locais por riscos de contaminação de primeira já dificulta o serviço para um colaborador não treinado e especializado.
Por isso, contratar um profissional sem experiência nesse setor específico pode resultar em sérios problemas, tanto em relação ao cumprimento das leis quanto à proteção das pessoas que estiverem no hospital.
Assim sendo, o recomendado seria a contratação de uma empresa terceirizada (3 Diferenciais em Terceirizar a Limpeza Hospitalar). Isso pouparia o tempo de treinar os colaboradores contratados pessoalmente pelo próprio hospital.
Devemos apontar que todos os tópicos citados acima seriam resolvidos imediatamente com a terceirização, já que esses colaboradores são treinados na própria empresa e estão totalmente familiarizados com as regras, exigências, protocolos, técnicas, locais e cronogramas.
Além disso, muitas delas já são aprovadas pela própria Anvisa, trazendo mais confiança na qualidade do serviço.
A Morhena é um bom exemplo de empresa de terceirização, que tem grande, especialização, mestria e experiência na área de limpeza hospitalar, sem contar que é uma das poucas empresas no Brasil que a ter uma ISO específica de limpeza hospitalar. Conquistar a certificação ISO é uma tarefa muito árdua que representa um atestado de reconhecimento nacional e internacional à qualidade do trabalho.
Aqui comentamos sobre algumas dicas para a melhorar a gestão hospitalar do seu hospital. Se gostou do conteúdo e acredita que ele foi útil, fique a vontade e assine nossa newsletter.




