Antes das embalagens plásticas praticamente dominarem o mercado de consumo, as embalagens de vidro eram a única opção viável para embalagens. A utilização do vidro era muito mais comum do que nos dias atuais, principalmente por conta do valor – o plástico é muito mais barato – e da facilidade. Mas, será que, a longo prazo, é realmente viável, ainda mais, para o meio ambiente? Neste artigo, iremos mostrar não só os benefícios do vidro, mas também do porquê reciclá-lo.
É fato que os plásticos levam muito menos tempo para se decompor no meio ambiente que o vidro. Não se tem conhecimento exato de quanto tempo uma embalagem de vidro que permanece no solo leva para se decompor. Alguns tipos levam mais de dez mil anos, outros levam mais de um milhão; entretanto, diferentemente do plástico, há muitos mais tipos de vidros que podem ser cem por cento reciclados. Além disso, a vida útil do vidro é muito maior, ou seja: menos lixo produzido. Vidros também podem ser facilmente limpos, o que facilita muito na questão da reciclagem – deixar o recipiente livre de resíduos é algo fundamental neste processo.
Etapas da reciclagem do vidro
As etapas de reciclagem do vidro vidro são divididas nas seguintes partes: separação, lavagem, trituração e molde. Na separação, ocorre a divisão do vidro por tamanho, cor, espessura e classificação. Logo em seguida, na lavagem, há a remoção de todas as partes que não são vidros, como gargalos, tampas, pedras, metais, além da remoção de todo e qualquer resíduo restante.
A terceira etapa, conhecida como trituração, é onde materiais de determinado tipo são triturados até virarem cacos, de pedaços homogêneos, os quais são submetidos a temperaturas altíssimas, para que derretam.
Assim, o material parte para a última parte: a do molde. Aqui, o vidro derretido, maleável, será submetido a diversos moldes – de acordo com a modelagem da empresa –, assim, se transformando em um novo produto. Depois disso, é só fazer os acabamentos, como imprimir nas embalagens as marcas da empresa a qual pertence.
E qual a importância da reciclagem do vidro?
Um dos primeiros pontos mais importantes, como já citado anteriormente, é que o vidro tem altíssima durabilidade. Isso pode ser tanto algo ruim quanto bom, mas a durabilidade do vidro faz com que ele possa ser utilizado, reutilizado e reciclado por diversas e diversas vezes.
O segundo ponto está praticamente atrelado ao primeiro: como a composição do vidro envolve, basicamente, areia, calcário, corantes, feldspato, e mais alguns outros componentes – componentes simples –, isso facilita muito mais a reciclagem, fazendo com que esta possa acontecer diversas vezes, sem alterar em sua qualidade e sem perdas neste processo.
Obviamente, um dos pontos principais é a sustentabilidade. Reciclar vidro faz com que nada seja realmente descartado (já que este pode ser cem por cento reciclável) e, assim, os custos de produção de novas embalagens também decaem, auxiliando na sustentabilidade econômica (linkar os três pilares da sustentabilidade). A reciclagem também faz com que a retirada de novos recursos da natureza diminua, contribuindo para a preservação ambiental também.
Isso tudo faz com que se evite jogar e descartar vidros em aterros e lixões a céu aberto. O vidro, apesar de não soltar substâncias tóxicas, pode contribuir, se descartado incorretamente, para a formação de enchentes e para a atração de bichos.
No entanto, nem todo tipo de vidro pode ser reciclável, infelizmente. É necessário se manter atento a essa informação.
Vidros recicláveis e não-recicláveis e o que fazer
Vamos começar abordando os vidros recicláveis. O que os torna possíveis de serem recicláveis é, justamente, sua composição. Seus materiais são simples e constantes, não utilizando qualquer outro tipo de material em sua composição química, portanto, não há necessidade de separar nada. Os vidros recicláveis são:
- Vidro comum: é utilizado em potes, embalagens, frascos, afins. Costuma ser bem fácil de ser reciclado.
- Vidro temperado: o vidro temperado é até cinco vezes mais resistente que o vidro comum e, por isso, há a dificuldade na reciclagem, mas isso não a torna impossível.
- Vidro laminado: esse tipo de vidro até pode ser reciclado, mas é necessário retirar o filme laminado antes de triturá-lo.
- Exemplos: garrafas de sucos, refrigerantes, cervejas e outros tipos de bebidas; potes de alimentos; cacos de vidros; frascos de remédios e de perfumes; vidros planos e lisos; tigelas e copos.
Já os vidros não-recicláveis englobam aqueles que são compostos por diversas substâncias diferentes, que são complicadas demais para serem separadas e, mesmo que houvesse sucesso nessa separação, custaria muito caro. Nesse caso, a reutilização (linkar o artigo sobre reutilização) é o processo mais aconselhável. Os vidros não-recicláveis são:
- Espelhos: os espelhos possuem, além do vidro, uma lâmina acoplada que contém estanho, plástico e alumínio, e não é possível separá-los, uma vez juntos.
- Vidros automotivos: da mesma forma, os vidros automotivos têm resina plástica, a qual não é possível separar na hora da reciclagem.
- Cerâmicas: a cerâmica contém diversos outros componentes químicos que são muito difíceis de repor, além de muito caros.
- Exemplos: lâmpadas de todos os tipos; ampolas de remédios; boxe de banheiro; janelas de automóveis; borossilicato; janelas; espelhos; cristais.
No entanto, para que todas as vantagens que citamos neste artigo possam ser possíveis, é necessário que exista a coleta seletiva, e que ela seja realizada com excelência. Para isso, existem empresas, como a Morhena, que oferece o serviço de coleta seletiva, possibilitando, assim, a reciclagem de maneira eficaz!
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