O que é lixo eletrônico?
O lixo eletrônico – também conhecido como e-lixo ou resíduos de equipamento eletroeletrônico (REEE) –, por muito tempo, foi conhecido como o famoso “spam”. Entretanto, hoje em dia, o termo “lixo eletrônico” foi ressignificado para todo tipo de equipamento, acessório ou peça eletrônico ou elétrico quebrado ou danificado, o qual foi descartado por não ter mais utilidade.
Com o surgimento da internet e a modernização da indústria tecnológica, os aparelhos, como computadores, celulares, e até mesmo geladeiras, são feitos com peças cuja durabilidade não se estende por muitos anos; muitos deles têm a durabilidade de 2 a 3 anos, com a intenção de fazer o consumidor comprar um modelo de um produto mais novo; este é um fenômeno mercadológico chamado de obsolescência programada. Por mais que esta movimente a economia, ela gera um acúmulo de lixo eletrônico.
Para categorizar e separar o lixo eletrônico, foram estabelecidas algumas categorias, pois os equipamentos têm diferentes tipos de tamanho, manuseio e aplicações. São eles:
- Grandes equipamentos: englobam as geladeiras, freezers, ar-condicionado, fogões, micro-ondas;
- Pequenos equipamentos e eletroportáteis: torradeiras, batedeiras, aspirador de pó, secador de cabelo, calculadoras, câmeras, rádios;
- Equipamentos de informática e telefonia: computadores, tablets, notebooks, telefones, impressoras, celulares, monitores;
- Pilhas e baterias: pilhas AA, pilhas AAA, pilhas recarregáveis, baterias portáteis;
Por que não é lixo comum?
O lixo eletrônico não pode ser considerado, e muito menos descartado como lixo comum, pois contém diversas substâncias químicas e metais pesados em sua composição, como chumbo, níquel, cádmio e mercúrio. Se descartados incorretamente, podem não só contaminar o solo, mas também causar intoxicação para humanos, animais, lençóis freáticos, e, dependendo do grau de toxicidade, até matar. Se queimados, esses metais liberam toxinas perigosas ao meio ambiente.
Porém, a parte de contaminação está mais ligada às formas incorretas de reciclagem do que ao descarte incorreto (não que não esteja ligado), principalmente, porque, muitas vezes, há o desmonte indevido dos materiais elétricos e eletrônicos, por pessoas não especializadas, e isso faz com que as substâncias químicas já citadas vazem dos aparelhos.
A seguir, há uma lista de algumas substâncias que alguns lixos eletrônicos podem conter:
- Arsênico: a exposição crônica a essa substância pode causa doenças de pele e diminuir a transmissão dos impulsos nervosos; à longo prazo, pode causar câncer de pulmão e levar à morte.
- Bário: geralmente é utilizado em lâmpadas e se torna extremamente tóxico em contato com o ar; pode causar edema cerebral, fraqueza muscular, danos ao fígado, coração e baço.
- Berílio: considerado carcinogênico, pois a exposição a ele causa câncer de pulmão; também causa doença de pele, com surgimento de verrugas e dificuldade de cicatrização.
- Cádmio: a exposição a ele afeta principalmente os rins e provoca dor de cabeça, febre, fraqueza, calafrios e dor muscular. A longo prazo, pode causar câncer pulmonar e renal. Também está ligado a enfisema pulmonar e doenças ósseas.
- Clorofluorcarboneto (CFC): além do impacto ambiental extremamente negativo, o CFC ainda pode causar câncer de pele e alteração genética em muitos outros seres vivos.
- Cromo: é irritante aos olhos e pele e, se não tratado, pode causar danos irreversíveis aos olhos.
- Chumbo: a curto prazo, pode causar enjoo, vômito, diarreia; pode afetar os rins, além de causar convulsões; também pode levar à morte.
- Mercúrio: pode causar danos cerebrais e no fígado e é considerado um dos mais tóxicos na indústria.
Reciclagem do lixo eletrônico
A reciclagem do lixo eletrônico, primeiramente, deve ser realizada por pessoas aptas e especializadas, devido à grande quantidade de substâncias químicas e tóxicas; caso contrário, o desmonte e reciclagem inadequados causa não só poluição do solo, mas também pode causar doenças em humanos com a exposição a longo prazo, como já abordado anteriormente.
O processo de reciclagem do lixo eletrônico divide-se em cinco partes: separação, coleta, desmontagem, pré-processamento e processamento. A separação cabe ao cidadão separar e identificar corretamente esses materiais. A coleta, obviamente, se refere a receber este tipo de lixo, por meio da coleta seletiva. Após a coleta, o lixo eletrônico passa por um processo de desmontagem, onde cada material passa por um tipo de classificação (já abordado anteriormente). A seguir, as substâncias tóxicas deverão ser neutralizadas, e máquinas especiais deverão fazer vários processos para isso. Aqui, são separados também os materiais que poderão ser encaminhados para reciclagem (como plásticos, ferros, alumínios, fios, cabos, afins), daqueles que deverão ser descartados, ou que não são mais reutilizáveis. As toxinas que são liberadas desses tipos de equipamentos são armazenadas e destinadas a empresas que precisam e se utilizam desse tipo de químicos. A partir disso, os recicláveis são encaminhados para a reciclagem comum e transformados em novos produtos, cada um com sua peculiaridade.
O descarte correto e sua importância
Cada Estado e cidade provém um sistema diferente para o descarte do lixo eletrônico. Geralmente, as cidades disponibilizam sites para a consulta de pontos específicos de coleta e ainda, informação da empresa de coleta seletivo local. Também, nestes sites, há diretrizes de como manter o lixo antes de levar até esses pontos, por exemplo: se forem pilhas comuns, pode-se apenas descartar em sacolas; se for bateria de celular, não retire do produto; se for eletroeletrônico, não o desmonte; etc.
Além disso, para que os resultados ruins do mau descarte do lixo eletrônico não aconteçam, algumas empresas privadas ainda oferecem pontos de coleta desses materiais e projetos de reciclagem para o lixo eletrônico. O Grupo Morhena, por exemplo, promove a coleta seletiva e com isso, a coleta de lixo eletrônico (não se limitando apenas a ele). O Grupo também possui Rhecicla, projeto de educação sobre sustentabilidade nas cidades em que atua na coleta seletiva, e ainda dispõe de pontos de coleta fixos para o lixo eletrônico.
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