Não é novidade para ninguém que, com a modernização da indústria, a quantidade de lixo que nós produzimos vem aumentando significativamente. O surgimento de comidas prontas, fáceis de se preparar, lanches rápidos, tudo contribuiu para que novas embalagens, pacotes, entre outros, surgissem e, assim, o lixo produzido em domicílio aumentasse cada vez mais. O lixo doméstico, porém, não se limita apenas a isso. Afinal, o que é o lixo doméstico? Como podemos reduzir a produção excessiva de lixo em nossos lares? E quais as consequências de não lidarmos com o descarte correto do lixo?
Elaboramos mais a fundo neste texto, se quer essas dúvidas respondidas continue lendo!
1. Lixo doméstico
O conceito de lixo doméstico é bem simples: é todo e qualquer tipo de resíduo, seja ele orgânico ou inorgânico, produzido pelos moradores de um determinado local. Resíduos orgânicos incluem restos de alimentos, dejetos (humanos ou animais), madeira, entre outros. Já os resíduos inorgânicos incluem todo o resto, como plásticos, jornais, embalagens, vidros, etc.
2. Como diminuir a produção de lixo em casa?
Existem diversas formas com as quais se pode contribuir para a diminuição da produção de lixo. Citaremos aqui algumas formas com as quais você pode contribuir.
- Opte por produtos a granel
Os produtos a granel, apesar de necessitarem serem comprados na hora, não precisam ser embalados nas tradicionais embalagens de plástico, sendo mercadorias armazenadas ou transportadas em abundância, no seu estado bruto.
Existem dois tipos de produtos a granel: os granéis sólidos e os granéis líquidos.
Os granéis sólidos, são os produtos identificados como matérias-primas, que podem ser vendidos por kg. Os principais transportados no Brasil são a soja, farelo de soja e milho, feijão, trigo, café, sal e outros cereais.
Já os granéis líquidos estão em grande parte associados a produtos químicos como o petróleo, etanol e gasolina.
Além de ajudar o meio ambiente com a diminuição do uso de embalagens, evita-se a contaminação dos alimentos pela falta de plástico.
- Planeje-se
Não compre nada somente por impulso: planeje bem suas compras, adotando uma atitude muito mais consciente. Compre apenas o necessário e utilize-o até o fim. Assim, evita-se que produtos estraguem, e mais lixo seja produzido. Tente planejar uma quantidade certa de alimentos para que eles não estraguem rápido.
- Substituição é a opção
Faça o máximo de substituições possíveis: troque as sacolinhas de mercado por ecobags; os filtros de café por filtro reutilizáveis; absorventes descartáveis por coletor ou calcinha menstrual; garrafinhas pets pelas de inox; canudinhos plásticos pelos sustentáveis; talheres de metal ao invés de plásticos; e muitas outras substituições!
- Reaproveite
Reutilize embalagens de sabonete líquido para, por exemplo, guardar detergentes ou outros produtos de limpeza. Além disso, opte por embalagens retornáveis, como as garrafas de refrigerantes ou sucos.
- Compostagem
Uma das formas mais legais e úteis é utilizar os resíduos orgânicos para transformá-los em húmus, ou seja, transformando em um material rico em nutrientes e bem fértil, utilizado em plantações e hortas caseiras. Já abordado a fundo sobre compostagem, fique a vontade para ler aqui.
3. Consequências do mau descarte do lixo
Infelizmente, os problemas que envolvem o lixo mal descartado não são poucos e trazem inúmeros malefícios à saúde do indivíduo. Entre eles, podemos citar pelo menos três: enchentes, doenças e poluição.
- Enchentes
Este problema acontece, principalmente, quando há elevação do nível da água nas cidades, devido à falha de drenagem. No caso, com o descarte inadequado do lixo, o entupimento dos canais de vazão ocorre, não permitindo que a água escorra adequadamente quando o índice pluviométrico aumenta. Os resíduos, então, contaminam a água que, por não conseguir escoar corretamente, acaba invadindo a região urbana e adentrando casas e estabelecimentos, entrando em contato direto com os indivíduos, trazendo assim diversos tipos de doenças.
- Doenças
Como já dito anteriormente, uma das formas que as doenças podem se propagar, por culpa do lixo, é por meio das enchentes. Os resíduos, em contato com a água, podem ser atrativos para vetores de certas doenças, assim, fazendo com que os microorganismos se proliferem mais rápido. Porém, o lixo doméstico também está associado a diversas outras doenças, não apenas ligada à água ou enchentes. Dentre algumas, estão: cisticercose, cólera, disenteria, febre tifoide, filariose, giardíase, leishmaniose, leptospirose, peste bubônica, salmonelose, toxoplasmose, tracoma, triquinose e mais.
- Poluição
A mais preocupante e, também, mais abrangente consequência, é a poluição, pois esta engloba praticamente todo ecossistema, já que existem diversos tipos de poluição, e o descarte inadequado do lixo consegue afetar praticamente todos também.
Lixo jogado em locais indevidos se decompõe e libera gases poluentes, contribuindo para a contaminação do solo e, dependendo do local, para a contaminação de lençóis freáticos; os gases poluentes alteram o equilíbrio do ar, causando a poluição do ar, podendo, inclusive, ocasionar chuvas ácidas. Lixos despejados em rios, mares e oceanos não apenas poluem a água, mas também destroem ecossistemas marinhos inteiros, tanto fauna quanto flora.
Além de tudo, a poluição visual também é algo que incomoda e isso afeta diretamente moradores e turistas, atrapalhando a economia.
Outros tipos de problemas, mas não menos importantes, que podemos citar são: sujeira, obstrução do passeio público, prejuízos/aumento nos gastos públicos com limpeza urbana, etc.
4. Portanto, o que fazemos?
Além de todas as soluções já descritas anteriormente, é sempre importante lembrar que a reciclagem é sempre a melhor das soluções. Para fazer ainda mais, a separação do lixo deve ser uma opção disponível. Existem várias maneiras de separar resíduos, não é necessário que você tenha cinco ou mais tipos diferentes de lixeiras em casa. Pode-se simplesmente começar separando os lixos secos dos molhados e os materiais orgânicos dos inorgânicos.
Por fim, para tornar tudo ainda mais fácil, mesmo se sua cidade não conta com pontos de descarte para a coleta seletiva, existem diversas empresas que oferecem pontos de coleta em locais específicos, e até realizam a própria coleta seletiva, tornando o descarte e a separação do lixo ainda muito mais efetiva, e de maneira independente e bastante acessível.
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