A limpeza e higienização de uma empresa pode parecer algo pequeno em comparação a todo core business do seu negócio, mas essa parte da administração é de extrema importância, não só para o bem-estar e ânimo dos clientes e colaboradores, como também para manter o nome e a reputação da empresa entre as melhores.
Se isso já é verdade em um escritório, é ainda mais importante e essencial que a limpeza seja levada a sério no ambiente hospitalar, já que, além do que mencionamos acima, ela também é necessária e vital para manter um ambiente saudável e livre de agentes causadores de doenças e infecções.
Os vírus e bactérias ficam no ambiente hospitalar, assim, a limpeza correta e a desinfecção são as únicas maneiras para exterminá-los. Em um ambiente em que o risco de contaminação é potencialmente maior, é fundamental seguir corretamente os protocolos de limpeza e desinfecção.
Entretanto, garantir a qualidade da limpeza nos ambientes de área de saúde envolve a disponibilidade de recursos, estrutura e rotinas detalhadas, assim como, capacitação regular da equipe, equipamentos e materiais efetivos.
Portanto, aqui falaremos de 3 quesitos fundamentais para uma limpeza hospitalar eficiente.
Material
A utilização de produtos de limpeza, higienização e de desinfecção precisa estar de acordo com as determinações da CCIH. O ideal é: produtos não abrasivos ou que não produzam cheiro forte. Além disso, precisa também ser considerado a estrutura do hospital e o número de profissionais e pacientes.
Todos os produtos químicos apresentam algum risco para quem os manuseia. Alguns, principalmente os concentrados, podem causar irritação na pele, olhos, mucosas e até queimaduras, portanto deve-se estar atentos às dosagens recomendadas. À equipe de limpeza responsável deve ser capaz de diluir todos os produtos corretamente e de preferência mecanicamente, uma vez que nas dosagens manuais podem ocorrer erros na diluição, o que inclusive compromete a eficácia do produto.
Engano comum é achar que misturar produtos aumenta eficácia, o que não é verdade. Essa mistura pode produzir gases tóxicos, níveis de calor perigosos, danos à saúde e ao meio ambiente, sem contar que a mistura pode neutralizar os produtos, invalidando a aplicação.
Empresas terceirizadas, em sua maioria, oferecem orientações e treinamentos para seus colaboradores demonstrando como os utilizar corretamente, os EPIs necessários tudo para minimizar possíveis riscos para a saúde ou para as áreas a serem limpas.
O armazenamento deve ser feito em locais onde a temperatura ambiente não apresente calor ou frio excessivos, distante de crianças e animais, dependendo das orientações do fabricante, além de sempre estarem devidamente identificados.
Alguns dos equipamentos utilizados para limpeza mecanizada são máquinas lavadoras e extratoras, lavadoras com injeção automática de solução, aspiradores e enceradeiras. Para limpeza manual podem ser citados os mops, rodos, “kits” para limpeza de vidros e tetos, baldes, panos de limpeza de pisos, rodos e espremedores.
Profissionais especializados
Não é só dos materiais corretos que você precisa para ter certeza que seu hospital está seguro e livre de infecções. Os profissionais devem seguir o perfil correto também.
Os profissionais devem sempre participar de workshops, palestras e treinamentos para sempre se manterem atualizados dos últimos produtos, equipamentos e técnicas mais eficazes.
Alguns treinamentos chaves para essas equipes são: manipulação de materiais e equipamentos de limpeza; manuseio e aplicação de agentes de limpeza e desinfetantes; técnicas de limpeza e desinfecção de superfícies e/ou de situações de precauções específicas; técnica de higiene das mãos; e prevenção da exposição a sangue e fluidos corporais, incluindo a segurança com objetos perfurocortantes.
Profissionais de empresas terceirizadas, como já mencionamos, já recebe esse tipo de atenção na própria empresa e ainda fazem uma padronização de limpeza e metodologia que melhor se enquadra em determinado tipo de hospital.
Além disso, às empresas que possuem as certificações como ISO 9001 dão ainda mais confiança ao cliente sobre a qualidade de seus serviços. Não é muito difícil de descobrir se a empresa que você está considerando tem esse certificado, geralmente elas colocam orgulhosamente esse aviso em seus sites. A Mohrena, por exemplo, é uma das poucas empresas do segmento que possui a certificação internacional ISO 9001 no escopo de Limpeza, Higienização e Desinfecção em áreas da saúde.
Caso não tenha uma empresa terceirizada, é recomendável criar procedimentos operacionais padrão (POP). É um documento que descreve as operações de rotina de limpeza e, dá um norte e garante que as técnicas estão sendo feitas corretamente e sempre da mesma maneira, nos horários pré estabelecidos e acordados. Além disso, os POPs, permitem ainda que colaboradores novos ou com conhecimento limitado de um dado procedimento, sejam capazes de reproduzi-lo quando não supervisionados. Portanto, devem ser concisos e fáceis de ler, com detalhamento do passo-a-passo da atividade em questão.
Também não podemos esquecer dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que devem ser fornecidos por você, gestor, bem como a descrição de sua utilização correta.
Como falamos no tópico anterior, muitos produtos podem causar sérios danos à saúde. Os profissionais devem usar os EPIs para protegê-los durante o exercício de suas atividades, minimizando os riscos operacionais. São eles: avental impermeável; luvas grossas de PVC, cano médio e longo; gorros; máscaras com filtro e descartáveis; botas cano médio e cano longo; e óculos.
Descarte correto de lixos e resíduos
Esse é um ponto muito importante para evitar a reutilização inadequada e a proliferação da contaminação por meio de bactérias e vírus. O mal descarte de materiais é uma das principais razões das infecções hospitalares no Brasil.
Alguns exemplos de lixo são: materiais biológicos contaminados com sangue ou patógenos, peças anatômicas, seringas, luvas, e outros materiais plásticos usados em procedimentos médicos. Além de substâncias tóxicas, inflamáveis e radioativas.
Portanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou regras nacionais sobre o descarte adequado desses materiais. Elas devem ser seguidas tanto por hospitais quanto por clínicas, consultórios médicos, laboratórios e demais estabelecimentos de saúde.
Esses resíduos são separados em grupos:
- Grupo A (potencialmente infectantes): materiais que possuam presença de agentes biológicos que apresentem riscos de infecção, como: bolsas de sangue contaminadas.
- Grupo B (químicos): materiais que contenham substâncias químicas e que sejam capazes de causar risco a saúde humana, animal e ao meio ambiente, exemplos: medicamentos para tratamento de câncer, reagentes para laboratório e substâncias para revelação de filmes de Raios-X.
- Grupo C (rejeitos radioativos): materiais que possuam radioatividade em carga acima do normal, que não possam ser reutilizados, como: exames de medicina nuclear.
- Grupo D (resíduos comuns): qualquer lixo hospitalar que não apresente estar contaminado, como: gessos, luvas, gazes, materiais passíveis de reciclagem e papéis.
- Grupo E (perfurocortantes): objetos que possam furar ou cortar, como: bisturis, agulhas, ampolas de vidro e lâminas.
Após a separação correta desses materiais, cabe ao hospital escolher o tipo de descarte mais viável. As práticas mais recomendadas para o descarte correto desses resíduos é a esterilização e a incineração dos mesmos. Nesse caso, é necessário contratar esse serviço separadamente, mas algumas empresas de limpeza e conservação, como à Morhena, já fazem esse processo como um todo.
Aqui estão três requisitos completamente essenciais para higienização hospitalar e de áreas de saúde de forma efetiva. Com os materiais certos, uma equipe competente e treinada, e a certeza que não está causando mal nem aos seus colaboradores, nem pacientes, visitantes e meio-ambiente, você poderá manter a reputação do seu hospital intacta, e longe de infecções.
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