{"id":660,"date":"2017-08-29T16:17:34","date_gmt":"2017-08-29T19:17:34","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.morhena.com.br\/quais-sao-os-principais-cuidados-na-coleta-de-lixo-hospitalar\/"},"modified":"2021-07-07T12:18:23","modified_gmt":"2021-07-07T15:18:23","slug":"quais-sao-os-principais-cuidados-na-coleta-de-lixo-hospitalar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/?p=660","title":{"rendered":"Quais s\u00e3o os principais cuidados na coleta de lixo hospitalar?"},"content":{"rendered":"<p>O descarte de lixo hospitalar deve ser feito com bastante cuidado e aten\u00e7\u00e3o. Afinal, segundo as normas da Anvisa, cada tipo de material \u2014 seringas, luvas, curativos, medicamentos, bolsas de sangue etc. \u2014 deve&nbsp;ser descartado de forma&nbsp;diferente.<\/p>\n<p>Vale lembrar que&nbsp;quando falamos em lixo hospitalar, estamos nos referindo a todos os res\u00edduos origin\u00e1rios do atendimento a pacientes em qualquer estabelecimento de sa\u00fade, como cl\u00ednicas, consult\u00f3rios, necrot\u00e9rios, laborat\u00f3rios, entre outras institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O descarte incorreto de materiais provenientes desses locais representa um grave risco \u00e0 sa\u00fade humana e ao meio ambiente. Ali\u00e1s, as pessoas est\u00e3o cada vez mais atentas \u00e0s principais pr\u00e1ticas e a\u00e7\u00f5es voltadas para a sustentabilidade. As empresas que deixam essa quest\u00e3o de lado s\u00e3o ignoradas pelos consumidores e, consequentemente, perdem mercado para a concorr\u00eancia.<\/p>\n<p>Apesar de o&nbsp;assunto ser tratado com&nbsp;responsabilidade pela maioria das&nbsp;cl\u00ednicas e hospitais, muitas unidades de sa\u00fade ainda n\u00e3o d\u00e3o o devido fim ao lixo. Neste post, voc\u00ea vai conhecer as principais regras, cuidados e recomenda\u00e7\u00f5es sobre o tema. Continue a leitura desse artigo e descubra como separar&nbsp;os res\u00edduos!<\/p>\n<h2>Existe alguma regra para o descarte de lixo hospitalar?<\/h2>\n<p>Embora muitas institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade ainda n\u00e3o fa\u00e7am o descarte de forma correta, existem uma s\u00e9rie de normas que estabelecem como devem ser acondicionados os res\u00edduos hospitalares. Basicamente, as regras s\u00e3o feitas pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) e pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).<\/p>\n<p>Cl\u00ednicas, consult\u00f3rios, hospitais, laborat\u00f3rios, necrot\u00e9rios e outros estabelecimentos que executam atendimento m\u00e9dico-hospitalar devem ficar atentos \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, a fim de n\u00e3o causar danos \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Afinal, tais diretrizes t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de evitar problemas&nbsp;ao meio ambiente e prevenir acidentes que possam ocorrer com os profissionais durante a coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destina\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos.<\/p>\n<h2>Como s\u00e3o classificados os res\u00edduos hospitalares?<\/h2>\n<p>Para descartar o lixo hospitalar de forma adequada, o primeiro passo \u00e9 separar os res\u00edduos de acordo com suas classifica\u00e7\u00f5es \u2014 para, ent\u00e3o, armazen\u00e1-los em um local seguro e encaminh\u00e1-los para processos de desinfec\u00e7\u00e3o, se necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Existem diferentes tipos de res\u00edduos, como os potencialmente infectantes, os qu\u00edmicos, os rejeitos radioativos e tamb\u00e9m os res\u00edduos comuns e perfurocortantes. A resolu\u00e7\u00e3o de n\u00famero 33 da Anvisa&nbsp;contempla uma classifica\u00e7\u00e3o e separa\u00e7\u00e3o desses objetos. Confira:<\/p>\n<h3>Grupo A<\/h3>\n<p>O grupo A \u00e9 formado pelos res\u00edduos potencialmente infectantes, que apresentam agentes biol\u00f3gicos com risco de infec\u00e7\u00e3o, como bolsas com sangue contaminado, carca\u00e7as de animais e outros. Esse agrupamento \u00e9 subdividido da seguinte forma:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Grupo A1:<\/strong>&nbsp;s\u00e3o res\u00edduos que cont\u00e9m micro-organismos, como bolsas de transfus\u00e3o, sobras de amostras ou materiais com l\u00edquidos corporais, entre outros.<\/li>\n<li><strong>grupo A2:&nbsp;<\/strong>carca\u00e7as de animais que possam apresentar risco epidemiol\u00f3gico;<\/li>\n<li><strong>grupo A3:<\/strong>&nbsp;partes de seres humanos e produtos de fecunda\u00e7\u00e3o sem sinais vitais;<\/li>\n<li><strong>grupo A4:&nbsp;<\/strong>nesse grupo entram&nbsp;materiais como gazes, kit de linhas arteriais endovenosas, entre outros;<\/li>\n<li><strong>grupo A5:<\/strong>&nbsp;j\u00e1 o grupo 5 refere-se \u00e0s excre\u00e7\u00f5es, secre\u00e7\u00f5es e outros l\u00edquidos gerados por pacientes.<\/li>\n<\/ol>\n<h4>Por que h\u00e1 essa subdivis\u00e3o no grupo A?<\/h4>\n<p>Como os res\u00edduos do grupo A s\u00e3o altamente perigosos, o descarte deve ser realizado de forma separada e identificada, conforme as orienta\u00e7\u00f5es da&nbsp;<a href=\"http:\/\/portal.anvisa.gov.br\/documents\/33880\/2568070\/res0306_07_12_2004.pdf\/95eac678-d441-4033-a5ab-f0276d56aaa6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Resolu\u00e7\u00e3o de n\u00famero de&nbsp;306 de 2004<\/a>&nbsp;(Anvisa). As normas especificam, entre outras coisas, que:<\/p>\n<ul>\n<li>os lixos infectantes devem ser identificados (conforme s\u00edmbolo disposto na&nbsp;NBR-7500&nbsp;da ABNT) e acondicionados em um saco branco;<\/li>\n<li>os sacos pl\u00e1sticos com lixos infectantes jamais devem ficar em contato com o ch\u00e3o;<\/li>\n<li>as carca\u00e7as de animais dever\u00e3o ser acondicionadas separadamente. Al\u00e9m disso, elas devem ser congeladas por 24 horas antes de serem descartadas;<\/li>\n<li>n\u00e3o \u00e9 permitido colocar os sacos pl\u00e1sticos com lixo infectante em elevadores, corredores ou outras depend\u00eancias do hospital. \u00c9 obrigat\u00f3rio a presen\u00e7a de uma lixeira externa exclusiva para essa finalidade;<\/li>\n<li>os res\u00edduos&nbsp;s\u00f3 ser\u00e3o recolhidos pela equipe de limpeza se estiverem dentro das normas.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Grupo B<\/h3>\n<p>O grupo B \u00e9 composto pelos res\u00edduos qu\u00edmicos, que tenham subst\u00e2ncias capazes de causar risco \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente. Independentemente de suas caracter\u00edsticas inflam\u00e1veis, corrosivas, reativas ou t\u00f3xicas, esses elementos devem ser separados dos demais. Bons exemplos desse grupo s\u00e3o os medicamentos para o tratamento de c\u00e2ncer e subst\u00e2ncias usadas para revelar radiografias.<\/p>\n<p>Segundo a Anvisa, os res\u00edduos do grupo B devem ser acondicionados em sacos pl\u00e1sticos que contenham o s\u00edmbolo de risco, al\u00e9m da discrimina\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias qu\u00edmicas e frases de alerta (como &#8220;perigo&#8221;).<\/p>\n<h3>Grupo C<\/h3>\n<p>J\u00e1 o grupo C \u00e9 formado pelos rejeitos que cont\u00eam n\u00edveis radioativos acima de determinados limites e que n\u00e3o podem ser utilizados novamente, como \u00e9 o caso de materiais para exames de medicina nuclear.<\/p>\n<p>Os res\u00edduos do grupo C devem ser despejados em um saco contendo o s\u00edmbolo internacional da&nbsp;radia\u00e7\u00e3o ionizante (trif\u00f3lio de cor magenta), em r\u00f3tulos de fundo amarelo e contornos pretos. Al\u00e9m disso, a express\u00e3o &#8220;rejeito radioativo&#8221; deve estar presente.<\/p>\n<h3>Grupo D<\/h3>\n<p>O grupo D, por sua vez, s\u00e3o os res\u00edduos considerados comuns: luvas para realiza\u00e7\u00e3o de procedimentos, materiais que podem ser reciclados, como os pap\u00e9is. Portanto, \u00e9 poss\u00edvel dizer que o grupo D contempla os materiais que n\u00e3o possuem nenhum tipo de contamina\u00e7\u00e3o e, assim, n\u00e3o podem causar grandes acidentes.<\/p>\n<h3>Grupo E<\/h3>\n<p>Por fim, h\u00e1 o grupo E, formado por objetos perfurocortantes. Esse tipo de material exige um grande cuidado para ser armazenado e descartado. Afinal, s\u00e3o&nbsp;instrumentos que podem&nbsp;provocar cortes, como \u00e9 o caso dos bisturis e das agulhas, aumentando o risco de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por esse motivo, \u00e9 obrigat\u00f3ria a presen\u00e7a da frase &#8220;res\u00edduo perfurocortante&#8221; no local onde ficam armazenados&nbsp;os lixos do grupo E. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio que os sacos contenham o s\u00edmbolo de subst\u00e2ncia infectante, com r\u00f3tulos de fundo branco, desenhos e contornos pretos \u2014 assim como acontece com o grupo A.<\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o os n\u00edveis de exig\u00eancia para a coleta do lixo?<\/h2>\n<p>Todo material descartado em ambiente hospitalar \u00e9 prop\u00edcio \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o de agentes t\u00f3xicos e contaminantes, como v\u00edrus e bact\u00e9rias. Portanto, o&nbsp;descarte deve seguir padr\u00f5es determinados pela Anvisa, como aqueles publicados em Normas Regulamentadoras (NRs) e em Resolu\u00e7\u00f5es da Diretoria Colegiada (RDCs).<\/p>\n<p>A seguir, n\u00f3s separamos os principais documentos sobre o tema. Confira:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.vigilanciasanitaria.sc.gov.br\/index.php\/download\/category\/128-saneantes?download=1016:resolucao-rdc-n-40-2008-regulamento-tecnico-para-produtos-de-limpeza-e-afins\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">RDC 40\/2008<\/a>;<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.cevs.rs.gov.br\/upload\/arquivos\/201611\/08140937-rdc-14-2007.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">RDC 14\/2007<\/a>;<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/anvisa\/2001\/rdc0184_22_10_2001.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">RDC 184\/2001<\/a>;<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.sesipr.org.br\/para-empresas\/seguranca-e-saude-no-trabalho\/duvidas-frequentes\/nr-32---seguranca-e-saude-na-trabalho-em-servicos-de-saude-1-30107-286616.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">NR 32<\/a>;<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.pncq.org.br\/uploads\/2016\/NR_MTE\/NR%207%20-%20PCMSO%20-%20Nota%20t%C3%A9cnica.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">NR 07<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m de ficar atento \u00e0s normas, \u00e9 preciso realizar treinamentos constantes nos&nbsp;<a href=\"http:\/\/blog.morhena.com.br\/como-melhorar-a-produtividade-dos-funcionarios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">funcion\u00e1rios<\/a>&nbsp;envolvidos com o manejo e descarte do lixo, explicando os riscos de contamina\u00e7\u00e3o e como utilizar as t\u00e9cnicas, os materiais e os equipamentos corretos para a limpeza hospitalar.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 extremamente importante contar com servi\u00e7os de qualidade na gest\u00e3o do lixo hospitalar. A&nbsp;<a href=\"http:\/\/blog.morhena.com.br\/8-dicas-para-contratar-uma-empresa-de-limpeza-e-conservacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">contrata\u00e7\u00e3o de uma empresa<\/a>&nbsp;especializada \u00e9 sempre a melhor alternativa.<\/p>\n<p>Com todo o material separado e bem&nbsp;acondicionado, \u00e9 poss\u00edvel evitar in\u00fameros acidentes \u2014&nbsp;n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o aos funcion\u00e1rios dos&nbsp;<a href=\"http:\/\/blog.morhena.com.br\/5-tendencias-de-hospitais-que-revolucionarao-a-saude\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">hospitais<\/a>, mas tamb\u00e9m \u00e0queles que coletam e&nbsp;transportam todo o lixo para os locais de descarte.<\/p>\n<h3>Plano de Gerenciamento de Res\u00edduos de Servi\u00e7os de Sa\u00fade<\/h3>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio destacar a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cff.org.br\/userfiles\/file\/resolucao_sanitaria\/33.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Resolu\u00e7\u00e3o&nbsp;da Diretoria Colegiada de n\u00famero 33<\/a>&nbsp;da Anvisa que, em seu cap\u00edtulo V, estipula que todo gerador de res\u00edduos hospitalares deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Res\u00edduos de Servi\u00e7os de Sa\u00fade (PGRSS).<\/p>\n<p>O PGRSS deve contemplar informa\u00e7\u00f5es sobre a segrega\u00e7\u00e3o, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposi\u00e7\u00e3o final, garantindo os cuidados m\u00ednimos para a sa\u00fade p\u00fablica.&nbsp;No site da Anvisa, h\u00e1 o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.anvisa.gov.br\/servicosaude\/manuais\/manual_gerenciamento_residuos.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Manual de Gerenciamento de Res\u00edduos<\/a>&nbsp;com mais informa\u00e7\u00f5es sobre as exig\u00eancias e detalhes da elabora\u00e7\u00e3o desse documento.<\/p>\n<h2>Quais os perigos do descarte incorreto do lixo hospitalar?<\/h2>\n<p>Em 2017, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/goias\/cesio30anos\/noticia\/apos-30-anos-vitimas-do-acidente-com-cesio-137-dizem-sofrer-com-a-falta-de-apoios-medico-e-financeiro-em-goiania.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">C\u00e9sio-137<\/a>&nbsp;\u2014 como ficou conhecido o maior desastre radiol\u00f3gico do mundo \u2014 completou&nbsp;30 anos. A cat\u00e1strofe, que aconteceu em Goi\u00e2nia, espalhou uma por\u00e7\u00e3o de cloreto de c\u00e9sio por toda a cidade. Ao todo, quatro pessoas morreram, 51 foram contaminadas e mais de mil afetadas.<\/p>\n<p>O desastre ocorreu porque uma cl\u00ednica abandonada da capital de Goi\u00e1s descartou incorretamente um aparelho usado no tratamento contra o c\u00e2ncer. Esse foi o caso mais famoso de descarte inadequado de lixo hospitalar, mas \u00e9 importante lembrar que&nbsp;o lixo n\u00e3o precisa ser radioativo para gerar s\u00e9rios danos \u00e0 sa\u00fade&nbsp;da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com um&nbsp;estudo&nbsp;feito pelo&nbsp;Hospital Albert Einstein, os&nbsp;res\u00edduos infectantes (grupo A) s\u00e3o os que oferecem maior risco. Quando h\u00e1 o descarte incorreto, pessoas e animais ficam expostos&nbsp;\u00e0 contamina\u00e7\u00e3o, o que pode gerar a prolifera\u00e7\u00e3o&nbsp;de diversas doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, quando esses materiais entram em contato com o solo ou com a \u00e1gua (rios, lagos, len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos etc.) eles podem gerar s\u00e9rios danos ao&nbsp;meio ambiente. Afinal, a contamina\u00e7\u00e3o tende a se espalhar com maior facilidade, prejudicando a todos os seres vivos&nbsp;(plantas, \u00e1rvores, peixes, humanos etc.) que entram em contato com essa \u00e1gua.<\/p>\n<p>Isso sem falar nos objetivos cortantes, que podem contagiar catadores de lixo. Com tantos perigos assim, quem \u00e9 gestor de uma unidade de sa\u00fade deve ter responsabilidade e compromisso com o bem-estar&nbsp;de toda a sociedade&nbsp;\u2014 al\u00e9m, \u00e9 claro, do cuidado ambiental.<\/p>\n<h2>Mas afinal, como descartar o lixo corretamente?<\/h2>\n<p>Para realizar o descarte de lixo hospitalar corretamente,&nbsp;em primeiro lugar, deve ser feita&nbsp;a separa\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos, utilizando os 5 grupos listados anteriormente. Depois, \u00e9 necess\u00e1rio ter um local para armazenamento tempor\u00e1rio \u2014 onde os materiais ficar\u00e3o acondicionados&nbsp;e isolados at\u00e9 serem&nbsp;<a href=\"http:\/\/morhena.com.br\/servicos\/coleta-e-engenharia-ambiental\/coleta-industrial-hospitalar-e-comercial?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\">coletados por uma empresa especializada<\/a>.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que, para descartar ou eliminar o lixo infectante, \u00e9 preciso treinar os funcion\u00e1rios \u2014 essa \u00e9 uma exig\u00eancia do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).<\/p>\n<p>A seguir, veja duas pr\u00e1ticas bastante comuns nas unidades de sa\u00fade&nbsp;brasileiras:<\/p>\n<h3>Incinera\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Geralmente, as institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade realizam a incinera\u00e7\u00e3o do lixo. Trata-se de um processo que transforma os res\u00edduos em cinzas, por meio de altas temperaturas.<\/p>\n<p>O ponto negativo da&nbsp;pr\u00e1tica \u00e9 que as cinzas formadas contaminam a atmosfera, aumentando a polui\u00e7\u00e3o do ar. Esse processo gera gases ainda&nbsp;mais t\u00f3xicos do que os produtos&nbsp;incinerados. \u00c9&nbsp;o caso do di\u00f3xido de carbono, grande respons\u00e1vel pelo efeito estufa,&nbsp;di\u00f3xido de enxofre e di\u00f3xido de nitrog\u00eanio \u2014&nbsp;que podem causar chuva \u00e1cida.<\/p>\n<h3>Esteriliza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Uma alternativa v\u00e1lida \u00e9 realizar a esteriliza\u00e7\u00e3o dos materiais. Trata-se de um aparelho \u2014 chamado de autoclave \u2014 que mant\u00e9m o res\u00edduo contaminado em contato com um vapor de \u00e1gua sob press\u00e3o, em temperaturas entre 105 e 150 \u00baC. Esse processo \u00e9 capaz de matar todos os micro-organismos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade humana, animal e ambiental.<\/p>\n<p>Embora seja eficiente, essa pr\u00e1tica exige um alto custo, sendo pouco utilizada. A sa\u00edda encontrada foi a coloca\u00e7\u00e3o do lixo em valas ass\u00e9pticas, mas nem sempre h\u00e1 espa\u00e7o o suficiente para a grande quantidade de res\u00edduo hospitalar produzido. Infelizmente, o que ocorre, muitas vezes, \u00e9 o descarte inadequado e sem separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Qual a solu\u00e7\u00e3o mais vi\u00e1vel?<\/h3>\n<p>Como pudemos ver, o descarte de lixo hospitalar deve ser feito com muita responsabilidade e cuidado. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que existe&nbsp;uma s\u00e9rie de normas sobre o tema.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 essencial ter um bom gerenciamento do lixo hospitalar \u2014 n\u00e3o importando o tamanho da sua cl\u00ednica. Nesse sentido, \u00e9 preciso organizar os recursos f\u00edsicos e financeiros do hospital, capacitar os profissionais envolvidos no descarte e ter locais adequados para realizar o armazenamento e o transporte dos materiais contaminados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de caro, fazer tudo por conta pr\u00f3pria pode dar muito trabalho. Por isso, o ideal \u00e9 contratar uma&nbsp;<a href=\"http:\/\/morhena.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">empresa<\/a>&nbsp;de gest\u00e3o de res\u00edduos, pois ela vai garantir a padroniza\u00e7\u00e3o, a seguran\u00e7a e a efici\u00eancia do servi\u00e7o \u2014 tudo dentro das regras estabelecidas pela Anvisa.<\/p>\n<p>Como a coleta de lixo \u00e9&nbsp;uma \u00e1rea que exige o emprego de expertise humana e tecnologias apropriadas, \u00e9&nbsp;importante contar com uma&nbsp;empresa que ofere\u00e7a treinamentos espec\u00edficos a seus funcion\u00e1rios, para o atendimento a hospitais e servi\u00e7os de sa\u00fade. Assim, \u00e9 poss\u00edvel garantir o cumprimento de todas as normas t\u00e9cnicas e legais, e ainda oferecer um&nbsp;<a href=\"http:\/\/blog.morhena.com.br\/entenda-o-que-e-hotelaria-hospitalar-e-como-garantir-slas-apropriados\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\">atendimento de qualidade para os pacientes e familiares<\/a>.<\/p>\n<p>Por isso, antes de&nbsp;<a href=\"http:\/\/blog.morhena.com.br\/e-possivel-terceirizar-com-compliance-descubra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">terceirizar<\/a>&nbsp;o servi\u00e7o,&nbsp;pesquise a reputa\u00e7\u00e3o da empresa e prefira aquela que tem experi\u00eancia no setor hospitalar \u2014 n\u00e3o se esque\u00e7a de analisar quem s\u00e3o os antigos clientes da contratada. Al\u00e9m disso, procure saber se a organiza\u00e7\u00e3o possui&nbsp;o selo&nbsp;de Certifica\u00e7\u00e3o em Higieniza\u00e7\u00e3o e&nbsp;Desinfec\u00e7\u00e3o Hospitalar ISO 9001.&nbsp;Isso vai garantir que todos os processos da companhia terceirizada est\u00e3o dentro das normas.<\/p>\n<p>Gostou do nosso artigo sobre o descarte de lixo hospitalar? Ent\u00e3o, assine a nossa&nbsp;newsletter e fique por dentro de outras novidades para aprimorar a gest\u00e3o de sua unidade de sa\u00fade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O descarte de lixo hospitalar deve ser feito com bastante cuidado e aten\u00e7\u00e3o. Afinal, segundo as normas da Anvisa, cada tipo de material \u2014 seringas, luvas, curativos, medicamentos, bolsas de sangue etc. \u2014 deve&nbsp;ser descartado de forma&nbsp;diferente. Vale lembrar que&nbsp;quando falamos em lixo hospitalar, estamos nos referindo a todos os res\u00edduos origin\u00e1rios do atendimento a pacientes em qualquer estabelecimento de sa\u00fade, como cl\u00ednicas, consult\u00f3rios, necrot\u00e9rios, laborat\u00f3rios, entre outras institui\u00e7\u00f5es. O descarte incorreto de materiais provenientes desses locais representa um grave risco \u00e0 sa\u00fade humana e ao meio ambiente. Ali\u00e1s, as pessoas est\u00e3o cada vez mais atentas \u00e0s principais pr\u00e1ticas e a\u00e7\u00f5es voltadas para a sustentabilidade. As empresas que deixam essa quest\u00e3o de lado s\u00e3o ignoradas pelos consumidores e, consequentemente, perdem mercado para a concorr\u00eancia. Apesar de o&nbsp;assunto ser tratado com&nbsp;responsabilidade pela maioria das&nbsp;cl\u00ednicas e hospitais, muitas unidades de sa\u00fade ainda n\u00e3o d\u00e3o o devido fim ao lixo. Neste post, voc\u00ea vai conhecer as principais regras, cuidados e recomenda\u00e7\u00f5es sobre o tema. Continue a leitura desse artigo e descubra como separar&nbsp;os res\u00edduos! Existe alguma regra para o descarte de lixo hospitalar? Embora muitas institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade ainda n\u00e3o fa\u00e7am o descarte de forma correta, existem uma s\u00e9rie de normas que estabelecem como devem ser acondicionados os res\u00edduos hospitalares. Basicamente, as regras s\u00e3o feitas pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) e pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Cl\u00ednicas, consult\u00f3rios, hospitais, laborat\u00f3rios, necrot\u00e9rios e outros estabelecimentos que executam atendimento m\u00e9dico-hospitalar devem ficar atentos \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, a fim de n\u00e3o causar danos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":661,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[58],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/660"}],"collection":[{"href":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=660"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/660\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3050,"href":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/660\/revisions\/3050"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}