{"id":553,"date":"2017-07-13T16:53:18","date_gmt":"2017-07-13T19:53:18","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.morhena.com.br\/biosseguranca-na-saude-veja-os-riscos-e-melhores-praticas\/"},"modified":"2019-07-18T16:52:16","modified_gmt":"2019-07-18T19:52:16","slug":"biosseguranca-na-saude-veja-os-riscos-e-melhores-praticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/?p=553","title":{"rendered":"Biosseguran\u00e7a na sa\u00fade: veja os riscos e melhores pr\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<p><span>Garantir a biosseguran\u00e7a na sa\u00fade dos trabalhadores \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o essencial dentro do ambiente cl\u00ednico. Al\u00e9m de investigar as principais contamina\u00e7\u00f5es, evita-se a dissemina\u00e7\u00e3o dentro da institui\u00e7\u00e3o hospitalar.<\/span><\/p>\n<p><span>Por isso, \u00e9 importante identificar os principais riscos a que os colaboradores est\u00e3o expostos e instituir pr\u00e1ticas corretivas e preventivas \u2014 a fim de minimizar os danos reais ou potenciais.<\/span><\/p>\n<p><span>Al\u00e9m disso, as ferramentas devem estar de acordo com as regulamenta\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias para n\u00e3o incorrer em penalidades previstas em lei.<\/span><\/p>\n<p><span>Quer saber quais s\u00e3o as melhores pr\u00e1ticas de biosseguran\u00e7a na sa\u00fade? Ent\u00e3o, acompanhe nosso post de hoje e saiba mais!<\/span><\/p>\n<h2><span>Coleta adequada dos res\u00edduos<\/span><\/h2>\n<p><span>A identifica\u00e7\u00e3o dos Res\u00edduos dos Servi\u00e7os em Sa\u00fade (RSS) deve ser feita corretamente para n\u00e3o comprometer o andamento das atividades conforme a elabora\u00e7\u00e3o do plano de gerenciamento da institui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span>Para tanto, deve ser feito um levantamento dos principais res\u00edduos gerados nos setores de sa\u00fade e classific\u00e1-los conforme o perigo da exposi\u00e7\u00e3o aos colaboradores e pacientes. <\/span><\/p>\n<p><span>Os riscos biol\u00f3gicos (tipo A) s\u00e3o representados por agentes potencialmente infectantes, enquanto os riscos qu\u00edmicos (tipo B) s\u00e3o as subst\u00e2ncias com caracter\u00edsticas corrosivas, t\u00f3xicas etc. O res\u00edduo tipo C s\u00e3o aqueles que cont\u00eam subst\u00e2ncias radioativas ou emitem radia\u00e7\u00f5es ionizantes <\/span><\/p>\n<p><span>O res\u00edduo tipo D \u00e9 classificado como comuns, ao passo que o res\u00edduo do grupo E s\u00e3o os perfurocortantes. Enquanto o primeiro n\u00e3o necessita de coleta espec\u00edfica, os \u00faltimos devem atender \u00e0s pr\u00e1ticas determinadas pela <\/span><a href=\"http:\/\/www.anvisa.gov.br\/servicosaude\/manuais\/manual_gerenciamento_residuos.pdf?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\"><span>Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria<\/span><\/a><span> (Anvisa).<\/span><\/p>\n<p><span>A coleta do res\u00edduo tipo A deve ser feita ap\u00f3s um tratamento pr\u00e9vio para diminuir a carga microbiana e, depois, acondicionada em embalagens espec\u00edficas que s\u00e3o resistentes \u00e0 ruptura.<\/span><\/p>\n<p><span>O res\u00edduo tipo B pode ser acondicionado em bombonas para facilitar o transporte dentro do hospital, desde que observada a possibilidade de n\u00e3o causar rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas perigosas.<\/span><\/p>\n<p><span>Os res\u00edduos tipo E devem ser coletados em caixas espec\u00edficas para essa finalidade \u2014 e os colaboradores devem transport\u00e1-las cuidadosamente para evitar quedas durante o processo.<\/span><\/p>\n<h2><span>Utiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia em prol da biosseguran\u00e7a<\/span><\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.morhena.com.br\/7-tendencias-tecnologicas-na-area-de-facilities\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\"><span>Os recursos tecnol\u00f3gicos s\u00e3o muito \u00fateis<\/span><\/a><span> para os gestores em sa\u00fade. Por meio da tecnologia, \u00e9 poss\u00edvel quantificar os principais res\u00edduos gerados por setor e elaborar o chamado mapa de risco.<\/span><\/p>\n<p><span>Esse mapeamento consiste em um compilado sobre os riscos existentes em cada setor, bem como as amea\u00e7as mais relevantes, conforme as atividades exercidas pelos colaboradores. A partir desse diagn\u00f3stico, s\u00e3o elaboradas as interven\u00e7\u00f5es preventivas e corretivas.<\/span><\/p>\n<p><span>Ademais, a tecnologia consegue apurar os principais incidentes ocorridos em situa\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o aos riscos ocupacionais, facilitando a tomada de decis\u00e3o segura e efetiva por parte dos gestores.<\/span><\/p>\n<h2><span>Ado\u00e7\u00e3o da filosofia Lean Healthcare<\/span><\/h2>\n<p><span>O m\u00e9todo Lean foi idealizado para execu\u00e7\u00e3o de atividades de <\/span><a href=\"http:\/\/blog.morhena.com.br\/como-terceirizar-com-seguranca-para-garantir-eficiencia-na-industria\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\"><span>produ\u00e7\u00e3o industrial<\/span><\/a><span>, visando a redu\u00e7\u00e3o de perdas ou desperd\u00edcios e a <\/span><a href=\"http:\/\/blog.morhena.com.br\/gerente-de-operacoes-aprenda-como-melhorar-a-qualidade-das-entregas\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\"><span>resolu\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos processos<\/span><\/a><span> para a melhoria do produto.<\/span><\/p>\n<p><span>A Lean Healthcare \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o desse m\u00e9todo para os servi\u00e7os de sa\u00fade com a finalidade de reduzir excessos de insumos e produtos hospitalares em estoque, otimizar o tempo de espera para atendimentos, facilitar o transporte interno de pacientes e identificar os principais erros antes, durante e ap\u00f3s a assist\u00eancia cl\u00ednica.<\/span><\/p>\n<p><span>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas de biosseguran\u00e7a, essa filosofia pode ser aplicada no sentido de identificar, precocemente, novos riscos \u00e0 sa\u00fade do trabalhador e do paciente. Por meio da an\u00e1lise preventiva, \u00e9 poss\u00edvel investir em pr\u00e1ticas diferenciadas e adquirir equipamentos para minimizar poss\u00edveis danos.<\/span><\/p>\n<p><span>Al\u00e9m disso, devem ser institu\u00eddos <\/span><a href=\"http:\/\/morenarh.com.br\/comunicacao\/noticias\/treinamentos-constantes\/734?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\"><span>treinamentos peri\u00f3dicos<\/span><\/a><span> e a conscientiza\u00e7\u00e3o das equipes para que cada indiv\u00edduo seja respons\u00e1vel por garantir a seguran\u00e7a de todos.<\/span><\/p>\n<h2><span>Limpeza e desinfec\u00e7\u00e3o correta das superf\u00edcies hospitalares<\/span><\/h2>\n<p><span>A limpeza e a <\/span><a href=\"http:\/\/morenarh.com.br\/servicos\/terceirizacao-de-servicos\/desinfeccao-hospitalar?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\"><span>desinfec\u00e7\u00e3o correta das superf\u00edcies hospitalares<\/span><\/a><span> possibilita um ambiente seguro para as atividades cl\u00ednicas executadas pelos colaboradores. Para tanto, \u00e9 preciso identificar quais locais necessitam de limpeza ou desinfec\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o m\u00e9todos diferentes.<\/span><\/p>\n<p><span>A limpeza \u00e9 a remo\u00e7\u00e3o da sujidade aparente \u2014 e \u00e9 realizada basicamente com \u00e1gua e sab\u00e3o de uso exclusivo hospitalar. A propriedade detergente do sab\u00e3o fixa a sujeira e, com a \u00e1gua, limpa toda a superf\u00edcie hospitalar.<\/span><\/p>\n<p><span>A periodicidade da limpeza e a carga de sujidade s\u00e3o fatores que precisam ser documentados e analisados frequentemente \u2014 em caso de inspe\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span>A desinfec\u00e7\u00e3o \u00e9 uma etapa que ocorre ap\u00f3s a limpeza e higieniza\u00e7\u00e3o \u2014 e consiste na aplica\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos com capacidade para reduzir a carga microbiana presente na superf\u00edcie hospitalar. <\/span><\/p>\n<p><span>A desinfec\u00e7\u00e3o pode ser feita em tr\u00eas n\u00edveis que se relacionam \u00e0 quantidade poss\u00edvel de microrganismos e as principais formas de redu\u00e7\u00e3o desses poss\u00edveis agentes patog\u00eanicos.<\/span><\/p>\n<p><span>\u00c9 importante que os dois processos sejam documentados por meio dos procedimentos operacionais padronizados (POPs) e disponibilizados para os fiscais sanit\u00e1rios durante a inspe\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span>Al\u00e9m disso, os POPs devem justificar a aplica\u00e7\u00e3o detalhada das t\u00e9cnicas de higieniza\u00e7\u00e3o e desinfec\u00e7\u00e3o conforme o grau de criticidade de cada ambiente, demonstrando a efici\u00eancia dessa atividade.<\/span><\/p>\n<h2><span>Sistema unificado de gest\u00e3o em sa\u00fade<\/span><\/h2>\n<p><span>Um sistema de gest\u00e3o integrada em sa\u00fade identifica os principais riscos ocupacionais e compila os demais dados levantados pelo hospital. Essa estrat\u00e9gia \u00e9 de grande valia para a Medicina do Trabalho e para levantamento de custos.<\/span><\/p>\n<p><span>Um sistema unificado de gest\u00e3o integrar\u00e1 dados dos colaboradores combinados aos agendamentos de consultas ao M\u00e9dico do Trabalho e informa\u00e7\u00f5es pertinentes sobre a exposi\u00e7\u00e3o ambiental.<\/span><\/p>\n<p><span>Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel emitir relat\u00f3rios para os gestores de cada setor com um panorama das principais ocorr\u00eancias de acidentes de trabalho, bem como os custos diretos e indiretos imputados ao fato.<\/span><\/p>\n<p><span>Garantir biosseguran\u00e7a na sa\u00fade vai muito al\u00e9m da identifica\u00e7\u00e3o dos riscos ocupacionais. \u00c9 preciso desenvolver t\u00e9cnicas e ferramentas administrativas para aperfei\u00e7oar esse processo.<\/span><\/p>\n<p><span>Nesse sentido \u00e9 fundamental instituir a coleta adequada dos res\u00edduos de servi\u00e7os de sa\u00fade, instituir a filosofia Lean Healthcare e promover conscientiza\u00e7\u00e3o das equipes cl\u00ednicas sobre a biosseguran\u00e7a hospitalar.<\/span><\/p>\n<p><span>Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso inserir, na rotina de trabalho, os recursos tecnol\u00f3gicos que conciliam dados relevantes sobre os riscos ocupacionais com a integra\u00e7\u00e3o de outras informa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas para garantir a biosseguran\u00e7a dos colaboradores e pacientes.<\/span><\/p>\n<p><span>E voc\u00ea, j\u00e1 conhece todas as nuances sobre biosseguran\u00e7a em sa\u00fade? Quer entender mais sobre gest\u00e3o hospitalar? Ent\u00e3o, confira nosso post <\/span><a href=\"http:\/\/blog.morhena.com.br\/lean-healthcare-entenda-como-melhorar-os-processos-no-hospital\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\"><span>Lean Healthcare: entenda como melhorar os processos no hospital<\/span><\/a><span> e saiba mais sobre essa metodologia.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Garantir a biosseguran\u00e7a na sa\u00fade dos trabalhadores \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o essencial dentro do ambiente cl\u00ednico. Al\u00e9m de investigar as principais contamina\u00e7\u00f5es, evita-se a dissemina\u00e7\u00e3o dentro da institui\u00e7\u00e3o hospitalar. Por isso, \u00e9 importante identificar os principais riscos a que os colaboradores est\u00e3o expostos e instituir pr\u00e1ticas corretivas e preventivas \u2014 a fim de minimizar os danos reais ou potenciais. Al\u00e9m disso, as ferramentas devem estar de acordo com as regulamenta\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias para n\u00e3o incorrer em penalidades previstas em lei. Quer saber quais s\u00e3o as melhores pr\u00e1ticas de biosseguran\u00e7a na sa\u00fade? Ent\u00e3o, acompanhe nosso post de hoje e saiba mais! Coleta adequada dos res\u00edduos A identifica\u00e7\u00e3o dos Res\u00edduos dos Servi\u00e7os em Sa\u00fade (RSS) deve ser feita corretamente para n\u00e3o comprometer o andamento das atividades conforme a elabora\u00e7\u00e3o do plano de gerenciamento da institui\u00e7\u00e3o. Para tanto, deve ser feito um levantamento dos principais res\u00edduos gerados nos setores de sa\u00fade e classific\u00e1-los conforme o perigo da exposi\u00e7\u00e3o aos colaboradores e pacientes. Os riscos biol\u00f3gicos (tipo A) s\u00e3o representados por agentes potencialmente infectantes, enquanto os riscos qu\u00edmicos (tipo B) s\u00e3o as subst\u00e2ncias com caracter\u00edsticas corrosivas, t\u00f3xicas etc. O res\u00edduo tipo C s\u00e3o aqueles que cont\u00eam subst\u00e2ncias radioativas ou emitem radia\u00e7\u00f5es ionizantes O res\u00edduo tipo D \u00e9 classificado como comuns, ao passo que o res\u00edduo do grupo E s\u00e3o os perfurocortantes. Enquanto o primeiro n\u00e3o necessita de coleta espec\u00edfica, os \u00faltimos devem atender \u00e0s pr\u00e1ticas determinadas pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). 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