{"id":2888,"date":"2021-06-09T08:00:00","date_gmt":"2021-06-09T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/?p=2888"},"modified":"2021-06-04T16:15:07","modified_gmt":"2021-06-04T19:15:07","slug":"entenda-o-impacto-da-geracao-e-mau-descarte-do-lixo-hospitalar-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/?p=2888","title":{"rendered":"Entenda o impacto da gera\u00e7\u00e3o e mau descarte do lixo hospitalar no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Mesmo com o Brasil em \u201clockdown\u201d em grande parte dos setores no \u00faltimo ano, for\u00e7ando a maior parte da comunidade a trabalhar \u201chome office\u201d, a coleta de res\u00edduos ainda \u00e9 um dos servi\u00e7os considerados \u201cindispens\u00e1veis\u201d e que, portanto, n\u00e3o podem parar, por sua importante rela\u00e7\u00e3o com a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e da sa\u00fade humana.<\/p>\n\n\n\n<p>A gera\u00e7\u00e3o de <strong>lixo hospitalar<\/strong> no Brasil, proveniente do atendimento a pacientes ou de qualquer estabelecimento de sa\u00fade, que anualmente vinha sendo de cerca de 253 mil toneladas, o que j\u00e1 n\u00e3o era pouco, cresceu 20% desde o come\u00e7o da pandemia. De acordo com a <strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe)<\/strong>, a gera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de lixo hospitalar por pessoa infectada e internada para tratamento de covid-19 tem sido de 7,5 quilos por dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse momento t\u00e3o dif\u00edcil, em que a pandemia est\u00e1 em seu pior momento, o correto descarte de res\u00edduos contaminados passa ser uma das atividades mais importantes para proteger a vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, vamos refor\u00e7ar aqui as regras estabelecidas pela <strong>Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa)<\/strong> sobre acondicionamento e tratamento do <strong>lixo hospitalar<\/strong> gerado &#8211; da origem ao destino (aterramento, radia\u00e7\u00e3o e incinera\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos come\u00e7ar!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1\u00ba Passo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Identifique o tipo de material que est\u00e1 sendo depositado em cada lixeira. A Anvisa facilitou essa separa\u00e7\u00e3o colocando os res\u00edduos hospitalares nas seguintes <a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/quais-sao-os-tipos-de-residuos-hospitalares-e-como-classifica-los\/\">classes.<\/a><\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>Grupo A \u2013 Potencialmente infectantes:<\/strong> considerado o mais perigoso. S\u00e3o aqueles que cont\u00eam agentes biol\u00f3gicos e que apresentam risco de infec\u00e7\u00e3o como: bolsas de sangue contaminadas, membranas e excre\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/li><li><strong>Grupo B \u2013 Qu\u00edmicos:<\/strong> materiais que contenham subst\u00e2ncias qu\u00edmicas e que sejam capazes de causar risco a sa\u00fade humana, animal e ao meio ambiente, exemplos: res\u00edduos saneantes, desinfetantes e desincrustante; medicamentos para tratamento de c\u00e2ncer, reagentes para laborat\u00f3rio e subst\u00e2ncias utilizadas para revela\u00e7\u00e3o de exames.<\/li><li><strong>Grupo C \u2013 Rejeitos radioativos:<\/strong> materiais que possuam radioatividade em carga acima do normal, que n\u00e3o possam ser reutilizados, como: exames de medicina nuclear ou radioterapia.&nbsp;<\/li><li><strong>Grupo D \u2013 Res\u00edduos comuns:<\/strong> qualquer <strong>lixo hospitalar<\/strong> que n\u00e3o apresente estar contaminado, ou seja, sem a presen\u00e7a de riscos biol\u00f3gicos qu\u00edmicos e radioativos, como: gessos, luvas, gazes, materiais pass\u00edveis de reciclagem e pap\u00e9is.<\/li><li><strong>Grupo E \u2013 Perfurocortantes:<\/strong> os materiais que podem causar cortes e perfura\u00e7\u00f5es, como: agulhas, escalpes, lancetas e ampolas.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 evitar que tanto profissionais &#8211; sendo eles de dentro ou fora dos hospitais &#8211; quanto pacientes se contaminem e\/ou que os res\u00edduos acabem indo para aterros sanit\u00e1rios despreparados.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim sendo, os rejeitos s\u00e3o divididos em sacolas brancas, vermelhas e pretas para diferenciar cada tipo (res\u00edduos especiais, comuns ou gerais e infecciosos), exceto os produtos perfurocortantes, s\u00e3o colocados em caixas de papel\u00e3o, por serem mais resistentes e dif\u00edceis de rasgar acidentalmente por dentro por algum bisturi descartado, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os res\u00edduos s\u00f3lidos devem ser acondicionados em sacos resistentes e imperme\u00e1veis, de acordo com a NBR 9191\/2000 da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas (ABNT).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2\u00ba Passo&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse passo, os res\u00edduos s\u00e3o levados para os armazenamentos tempor\u00e1rios chamados &#8220;bombonas&#8221;, que s\u00e3o ton\u00e9is de pl\u00e1stico que recebem apenas res\u00edduos hospitalares.<\/p>\n\n\n\n<p>O material \u00e9 pesado e acondicionado dentro desses ton\u00e9is at\u00e9 que uma empresa especializada fa\u00e7a o recolhimento. J\u00e1 o lixo comum \u00e9 prensado em uma m\u00e1quina para evitar odores e recolhido por outra empresa. Os dois t\u00eam destinos diferentes<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3\u00ba Passo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Empresas especializadas recolhem, transportam e d\u00e3o o devido fim, separadamente, aos materiais descartados, da maneira mais ecol\u00f3gica poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das pr\u00e1ticas mais usadas \u00e9 a <strong>incinera\u00e7\u00e3o<\/strong> dos lixos infectantes. No entanto, essa pr\u00e1tica libera cinzas contaminadas com subst\u00e2ncias nocivas \u00e0 atmosfera, como as dioxinas e metais pesados, que aumentam a polui\u00e7\u00e3o do ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra t\u00e9cnica utilizada \u00e9 a <strong>esteriliza\u00e7\u00e3o<\/strong> por um aparelho chamado de \u201cautoclave\u201d que mant\u00e9m o res\u00edduo contaminado em contato com um vapor de \u00e1gua sob press\u00e3o, em temperaturas entre 105 e 150 \u00b0C. Esse processo \u00e9 capaz de matar todos os micro-organismos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade humana, animal e ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora eficiente, por\u00e9m, essa pr\u00e1tica exige um alto custo, sendo pouco utilizada.<\/p>\n\n\n\n<p>O jeito encontrado para diminuir a utiliza\u00e7\u00e3o desses dois recursos, foi a coloca\u00e7\u00e3o do lixo em valas ass\u00e9pticas. Sendo assim, a medida mais utilizada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A coleta e o Covid 19<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a chegada da pandemia, os res\u00edduos dom\u00e9sticos passaram a ser, temporariamente, \u201cres\u00edduos hospitalares\u201d. Querendo ou n\u00e3o, com tantas pessoas infectadas, \u00e9 perigos\u00edssimo descartar qualquer coisa que tenha feito contato com a pele. A principal de todas \u00e9 o descarte de m\u00e1scaras, que j\u00e1 vem contaminando os oceanos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 foram vistas m\u00e1scaras no ambiente marinho e, com o agravamento do problema, elas foram vistas ao longo da linha da mar\u00e9 alta e do litoral, \u00e0 deriva nas correntes, chegando at\u00e9 a costa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como se adaptar a situa\u00e7\u00e3o, temos um exemplo com o munic\u00edpio de Curitiba, que est\u00e1 fazendo um tipo de quarentena com o lixo coletado que \u00e9 enviado \u00e0s associa\u00e7\u00f5es de catadores parceiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Unidades com espa\u00e7o nos barrac\u00f5es recebem o material em um ponto do dep\u00f3sito, onde ele fica por, no m\u00ednimo, por 24 horas. S\u00f3 depois desse tempo \u00e9 que o material vai para triagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que os profissionais que lidam com esse tipo de produto usam, obrigatoriamente, equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, justamente para evitar qualquer tipo de contamina\u00e7\u00e3o ou acidente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o diretor de limpeza p\u00fablica, Ed\u00e9lcio Marques dos Reis esse \u00e9 o protocolo adequado para que se evite a propaga\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus e se garanta mais seguran\u00e7a para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas unidades de sa\u00fade e hospitais, as m\u00e1scaras e luvas devem ser acondicionadas em sacos vermelhos identificados pelo s\u00edmbolo de subst\u00e2ncia infectante. Esses sacos possuem coleta e transporte especializados para <strong>Res\u00edduos de Servi\u00e7os de Sa\u00fade (RSS)<\/strong> e s\u00e3o submetidos a processos licenciados de tratamento, antes de sua disposi\u00e7\u00e3o final.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do uso de m\u00e1scaras e luvas pela popula\u00e7\u00e3o, o descarte deve ser feito no lixo comum, nunca no recicl\u00e1vel. Assim:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>POSITIVO<\/strong> para COVID-19:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Pare de separar o lixo dom\u00e9stico;<\/li><li>Todos os res\u00edduos gerados na resid\u00eancia devem ser descartados no lixo comum;<\/li><li>Use dois sacos pl\u00e1sticos resistentes (um dentro do outro) para descartar seus res\u00edduos e certifique de que ambos est\u00e3o devidamente fechados;<\/li><li>S\u00f3 coloque os sacos para coleta nos dias e hor\u00e1rios determinados em sua cidade;<\/li><li>Animais de estima\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem ter contato com os materiais descartados.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>NEGATIVO<\/strong> para COVID-19:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Continue fazendo a coleta seletiva como voc\u00ea faz at\u00e9 agora;<\/li><li>Se usou m\u00e1scaras e luvas, descarte-as no lixo comum;<\/li><li>Coloque seus res\u00edduos de forma adequada para que os trabalhadores da limpeza urbana n\u00e3o tenham contato com nenhum material descartado;<\/li><li>Apresente os sacos para coleta nos dias e hor\u00e1rios determinados em sua cidade.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Entenda o impacto da gera\u00e7\u00e3o e descarte do <strong>lixo hospitalar<\/strong> no Brasil durante a Covid-19. Fique a vontade para assinar nossa newsletter para mais conte\u00fados como este.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com o Brasil em \u201clockdown\u201d em grande parte dos setores no \u00faltimo ano, for\u00e7ando a maior parte da comunidade a trabalhar \u201chome office\u201d, a coleta de res\u00edduos ainda \u00e9 um dos servi\u00e7os considerados \u201cindispens\u00e1veis\u201d e que, portanto, n\u00e3o podem parar, por sua importante rela\u00e7\u00e3o com a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e da sa\u00fade humana. A gera\u00e7\u00e3o de lixo hospitalar no Brasil, proveniente do atendimento a pacientes ou de qualquer estabelecimento de sa\u00fade, que anualmente vinha sendo de cerca de 253 mil toneladas, o que j\u00e1 n\u00e3o era pouco, cresceu 20% desde o come\u00e7o da pandemia. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe), a gera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de lixo hospitalar por pessoa infectada e internada para tratamento de covid-19 tem sido de 7,5 quilos por dia. Nesse momento t\u00e3o dif\u00edcil, em que a pandemia est\u00e1 em seu pior momento, o correto descarte de res\u00edduos contaminados passa ser uma das atividades mais importantes para proteger a vida da popula\u00e7\u00e3o. Por isso, vamos refor\u00e7ar aqui as regras estabelecidas pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) sobre acondicionamento e tratamento do lixo hospitalar gerado &#8211; da origem ao destino (aterramento, radia\u00e7\u00e3o e incinera\u00e7\u00e3o). Vamos come\u00e7ar! 1\u00ba Passo Identifique o tipo de material que est\u00e1 sendo depositado em cada lixeira. A Anvisa facilitou essa separa\u00e7\u00e3o colocando os res\u00edduos hospitalares nas seguintes classes. Grupo A \u2013 Potencialmente infectantes: considerado o mais perigoso. 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