{"id":2505,"date":"2020-12-30T12:00:00","date_gmt":"2020-12-30T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/?p=2505"},"modified":"2020-11-24T18:35:07","modified_gmt":"2020-11-24T21:35:07","slug":"a-importancia-do-gerenciamento-de-residuos-hospitalares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/?p=2505","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia do gerenciamento de res\u00edduos hospitalares"},"content":{"rendered":"\n<p>Voc\u00ea sabe como fazer o descarte do <a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/quais-sao-os-tipos-de-residuos-hospitalares-e-como-classifica-los\/\">lixo hospitalar<\/a> corretamente? Sabe a import\u00e2ncia desse processo para a sa\u00fade, n\u00e3o s\u00f3 humana, mas dos animais e meio ambiente?<\/p>\n\n\n\n<p>Os res\u00edduos de servi\u00e7os de sa\u00fade, mais conhecidos como res\u00edduos hospitalares ou lixo hospitalar, s\u00e3o qualquer detrito produzido por institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, como hospitais, laborat\u00f3rios, farm\u00e1cias, consult\u00f3rios, veterin\u00e1rios; ou qualquer outro lugar que haja perigo de transmiss\u00e3o de infec\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, os est\u00fadios de tatuagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas para o bem deste texto vamos nos concentrar nas casas de sa\u00fade e a import\u00e2ncia de realizar uma segrega\u00e7\u00e3o e descarte desses res\u00edduos para a sa\u00fade humana, animal e ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados estat\u00edsticos do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente indicam que o Brasil produz aproximadamente de 625 a 1,250 toneladas de lixo hospitalar por dia. Do total recolhido, cerca de 87% s\u00e3o lan\u00e7ados a c\u00e9u aberto ou em aterros feitos sem controle sanit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos do site \u201cCompet\u00eancias em Controle de infec\u00e7\u00e3o Hospitalar\u201d, site conhecido por seus cursos, artigos e informativos sobre infec\u00e7\u00e3o hospitalar, indicam que isso se deve aos trabalhadores de enfermagem, \u201cainda carecerem de informa\u00e7\u00f5es sobre o tema, expressando desconhecimento a respeito do processo de gerenciamento de res\u00edduos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso vamos explicar como esse gerenciamento \u00e9 realizado, seguindo as determina\u00e7\u00f5es regulamentadas e inspecionadas pela <strong>Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa)<\/strong> e&nbsp; o <strong>Conselho Nacional do Meio Ambiente &#8211; CONAMA.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, os esfor\u00e7os para o correto gerenciamento dos res\u00edduos de servi\u00e7os de sa\u00fade v\u00eam sendo analisados e empregados. Um marco deste esfor\u00e7o foi a publica\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o CONAMA no 005\/93, que definiu a obrigatoriedade das casas de sa\u00fade em elaborarem o <strong>PGRSS (Plano de Gerenciamento de Res\u00edduos de Servi\u00e7os de Sa\u00fade).<\/strong> Este esfor\u00e7o se reflete, na atualidade, com as publica\u00e7\u00f5es da RDC ANVISA no 306\/04 e CONAMA no 358\/05.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Separa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A Anvisa estabeleceu regras nacionais para a separa\u00e7\u00e3o, acondicionamento e tratamento desses res\u00edduos. Come\u00e7ando pela separa\u00e7\u00e3o dos mesmos em cinco classes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u25cf<\/strong><strong> &nbsp; &nbsp; <\/strong><strong>Grupo A &#8211; Potencialmente infectantes: <\/strong>considerado o mais perigoso. S\u00e3o aqueles que cont\u00eam agentes biol\u00f3gicos e que apresentam risco de infec\u00e7\u00e3o como: bolsas de sangue contaminadas, membranas e excre\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u25cf<\/strong><strong> &nbsp; &nbsp; <\/strong><strong>Grupo B &#8211; Qu\u00edmicos: <\/strong>materiais que contenham subst\u00e2ncias qu\u00edmicas e que sejam capazes de causar risco a sa\u00fade humana, animal e ao meio ambiente, exemplos: res\u00edduos saneantes, desinfetantes e desincrustante; medicamentos para tratamento de c\u00e2ncer, reagentes para laborat\u00f3rio e subst\u00e2ncias utilizadas para revela\u00e7\u00e3o de exames.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u25cf<\/strong><strong> &nbsp; &nbsp; <\/strong><strong>Grupo C &#8211; Rejeitos radioativos: <\/strong>materiais que possuam radioatividade em carga acima do normal, que n\u00e3o possam ser reutilizados, como: exames de medicina nuclear ou radioterapia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u25cf<\/strong><strong> &nbsp; &nbsp; <\/strong><strong>Grupo D &#8211; Res\u00edduos comuns: <\/strong>qualquer lixo hospitalar que n\u00e3o apresente estar contaminado, ou seja, sem a presen\u00e7a de riscos biol\u00f3gicos qu\u00edmicos e radioativos, como: gessos, luvas, gazes, materiais pass\u00edveis de reciclagem e pap\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p>\u25cf &nbsp; &nbsp; <strong>Grupo E &#8211; Perfurocortantes: <\/strong>os materiais que podem causar cortes e perfura\u00e7\u00f5es, como: agulhas, escalpes, lancetas e ampolas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Acondicionamento e Descarte<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Consiste no ato de embalar os res\u00edduos segregados, em sacos ou recipientes que evitem vazamentos e resistam \u00e0s a\u00e7\u00f5es de punctura e ruptura. A capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser compat\u00edvel com a gera\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de cada tipo de res\u00edduo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os res\u00edduos s\u00f3lidos devem ser acondicionados em sacos resistentes e imperme\u00e1veis, de acordo com a NBR 9191\/2000 da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas (ABNT). Deve ser respeitado o limite de peso de cada saco, al\u00e9m de ser proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Colocar os sacos em coletores de material lav\u00e1vel, resistente ao processo de descontamina\u00e7\u00e3o utilizado pelo laborat\u00f3rio, com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual, e possuir cantos arredondados.<\/p>\n\n\n\n<p>Os res\u00edduos perfurocortantes devem ser acondicionados em recipientes resistentes \u00e0 punctura, ruptura e vazamento, e ao processo de descontamina\u00e7\u00e3o utilizado pelo laborat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o descarte, uma das pr\u00e1ticas mais usadas \u00e9 a incinera\u00e7\u00e3o dos lixos infectantes. No entanto, essa pr\u00e1tica libera cinzas contaminadas com subst\u00e2ncias nocivas \u00e0 atmosfera, como as dioxinas e metais pesados, que aumentam a polui\u00e7\u00e3o do ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas s\u00e3o as instru\u00e7\u00f5es gerais para os processos de acondicionamento e descarte. N\u00f3s abordamos ambos os assuntos mais profundamente neste texto (Quais s\u00e3o os tipos de res\u00edduos hospitalares e como classific\u00e1-los), separando o melhor tipo de acondicionamento e descarte para cada classe.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>PGRSS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/voce-sabe-o-que-e-pgrss-e-porque-ele-vai-ajudar-na-gestao-da-limpeza-hospitalar\/\">PGRSS<\/a> deve contemplar informa\u00e7\u00f5es sobre a segrega\u00e7\u00e3o, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposi\u00e7\u00e3o final, garantindo os cuidados m\u00ednimos para a sa\u00fade p\u00fablica. No site da Anvisa, h\u00e1 o Manual de Gerenciamento de Res\u00edduos com mais informa\u00e7\u00f5es sobre as exig\u00eancias e detalhes da elabora\u00e7\u00e3o desse documento.<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento do lixo hospitalar exige muita aten\u00e7\u00e3o e cuidado em todos os processos. Assim, quem atua na gest\u00e3o de sa\u00fade precisa estar a par das normas e direcionamentos estipulados pelos \u00f3rg\u00e3os competentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O bom gerenciamento objetiva proteger a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, reduzir os riscos operacionais durante o manejo e evitar que os insumos prejudiquem o meio ambiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os res\u00edduos infectantes, por exemplo, s\u00e3o os mais perigosos, porque sem o descarte correto, acabam indo para os aterros sanit\u00e1rios, o que prejudica muito tanto o solo em que acabam ficando, quanto a sa\u00fade das pessoas ao redor.<\/p>\n\n\n\n<p>Os res\u00edduos cortantes tamb\u00e9m devem ter aten\u00e7\u00e3o redobrada, j\u00e1 que, assim como os infectantes, acabam nos aterros e podem prejudicar acabar cortando e infectando catadores de lixo, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/quais-erros-voce-nao-pode-cometer-na-gestao-de-um-hospital\/\">gest\u00e3o hospitalar<\/a> precisa se adequar \u00e0s normas estabelecidas, j\u00e1 que elas influenciam no n\u00edvel de qualidade do gerenciamento dos res\u00edduos hospitalares. Ou seja, \u00e9 fundamental estar em conformidade com os protocolos propostos pelas esferas municipais, estaduais e federais.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea pode escolher entre contratar empresas de descarte de lixo hospitalar, ou optar por fazer o processo internamente. Caso resolva fazer o processo internamente, ter\u00e1 que treinar muito bem uma equipe especial de colaboradores para isso. A \u00fanica condi\u00e7\u00e3o \u00e9 ter certeza de estar seguindo as regras para n\u00e3o prejudicar as pessoas, meio ambiente e at\u00e9 o nome do seu hospital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso escolha contratar uma empresa especializada, tenha certeza que empresa tenha Licenciamento Ambiental para gerenciar o lixo hospitalar, a licen\u00e7a de opera\u00e7\u00e3o (LO) e os documentos de monitoramento ambiental previstos no licenciamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Se achou esse artigo \u00fatil, fique a vontade para assinar nossa newsletter para receber mais textos como esse.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabe como fazer o descarte do lixo hospitalar corretamente? Sabe a import\u00e2ncia desse processo para a sa\u00fade, n\u00e3o s\u00f3 humana, mas dos animais e meio ambiente? 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Estudos do site \u201cCompet\u00eancias em Controle de infec\u00e7\u00e3o Hospitalar\u201d, site conhecido por seus cursos, artigos e informativos sobre infec\u00e7\u00e3o hospitalar, indicam que isso se deve aos trabalhadores de enfermagem, \u201cainda carecerem de informa\u00e7\u00f5es sobre o tema, expressando desconhecimento a respeito do processo de gerenciamento de res\u00edduos\u201d. Por isso vamos explicar como esse gerenciamento \u00e9 realizado, seguindo as determina\u00e7\u00f5es regulamentadas e inspecionadas pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) e&nbsp; o Conselho Nacional do Meio Ambiente &#8211; CONAMA.&nbsp; Desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, os esfor\u00e7os para o correto gerenciamento dos res\u00edduos de servi\u00e7os de sa\u00fade v\u00eam sendo analisados e empregados. 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