{"id":2403,"date":"2020-10-28T12:00:00","date_gmt":"2020-10-28T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/?p=2403"},"modified":"2020-10-16T13:24:46","modified_gmt":"2020-10-16T16:24:46","slug":"por-que-uma-limpeza-hospitalar-incorreta-pode-ser-perigosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/?p=2403","title":{"rendered":"Por que uma limpeza hospitalar incorreta pode ser perigosa?"},"content":{"rendered":"\n<p>Unidades hospitalares s\u00e3o ambientes com grande probabilidade de contamina\u00e7\u00f5es devido \u00e0s diversas bact\u00e9rias presentes nesse ambiente, principalmente nos res\u00edduos deixados depois de cada procedimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil gera cerca de 200 mil toneladas de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos por dia e o <a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/quais-sao-os-tipos-de-residuos-hospitalares-e-como-classifica-los\/\">lixo hospitalar<\/a> \u00e9 o tipo mais perigoso desses res\u00edduos. Isso porque o lixo gerado em hospitais, cl\u00ednicas, ambulat\u00f3rios, farm\u00e1cias, entre outros centros de atendimento, s\u00e3o infectantes e qu\u00edmicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, subst\u00e2ncias t\u00f3xicas e radioativas presentes nos medicamentos podem afetar o solo e a \u00e1gua, trazendo consequ\u00eancias graves ao meio ambiente e as pessoas em volta que vivem e consomem tais elementos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E tamb\u00e9m por conta do alto risco de contamina\u00e7\u00e3o, tanto para seres humanos quanto para animais e plantas, esse lixo deve ser manuseado com muito cuidado, seguindo procedimentos espec\u00edficos e legalmente regulamentados. Esses procedimentos s\u00e3o chamados de <strong>Plano de Gerenciamento de Res\u00edduos de Servi\u00e7os de Sa\u00fade (PGRSS).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/voce-sabe-o-que-e-pgrss-e-porque-ele-vai-ajudar-na-gestao-da-limpeza-hospitalar\/\">PGRSS<\/a> estabelece crit\u00e9rios na separa\u00e7\u00e3o, no manuseio e no destino final do lixo hospitalar, garantindo que o descarte seja feito de acordo com a classifica\u00e7\u00e3o dos materiais.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, classifica\u00e7\u00e3o! A correta separa\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos hospitalares \u00e9 t\u00e3o importante que o lixo \u00e9 dividido em cinco grupos e descartado da forma mais segura dependendo de cada grupo. S\u00e3o eles: <strong>&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>Grupo A &#8211; Potencialmente infectantes (A1,A2,A3,A4,A5)<\/strong><\/li><li><strong>Grupo B &#8211; Qu\u00edmicos<\/strong><\/li><li><strong>Grupo C &#8211; Rejeitos radioativos<\/strong><\/li><li><strong>Grupo D &#8211; Res\u00edduos comuns<\/strong><\/li><li><strong>Grupo E &#8211; Perfurocortantes<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>N\u00f3s j\u00e1 temos um artigo falando aprofundadamente sobre as caracter\u00edsticas e natureza dos cinco grupos e sua forma de descarte ideal: &#8220;<a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/quais-sao-os-tipos-de-residuos-hospitalares-e-como-classifica-los\/\">Quais s\u00e3o os tipos de res\u00edduos hospitalares e como classific\u00e1-los<\/a>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Erros e treinamentos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com a Ag\u00eancia Europeia para a Seguran\u00e7a e Sa\u00fade no Trabalho, os empregados da limpeza est\u00e3o em 6.\u00ba colocado na classifica\u00e7\u00e3o das profiss\u00f5es que apresentam maiores riscos \u00e0 sa\u00fade. Isso ocorre por conta da exposi\u00e7\u00e3o aos produtos que eles utilizam em sua rotina di\u00e1ria e o risco com a falta de seguran\u00e7a com produtos de limpeza.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque existem algumas medidas que, quando n\u00e3o executadas, podem prejudicar toda a gest\u00e3o de uma unidade de sa\u00fade. Alguns erros comuns e facilmente identific\u00e1veis s\u00e3o: neglig\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es de armazenamento de materiais e produtos; uso incorreto do equipamento de esteriliza\u00e7\u00e3o; aus\u00eancia de limpeza ao final de cada procedimento ou terminal, descartes incorretos, equ\u00edvocos de fiscaliza\u00e7\u00e3o; entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Os funcion\u00e1rios que t\u00eam contato direto com os res\u00edduos hospitalares, recebem instru\u00e7\u00f5es para evitar riscos a pr\u00f3pria sa\u00fade. Motoristas, por exemplo, precisam realizar o curso de transporte de cargas perigosas nas institui\u00e7\u00f5es normatizadas. Os respons\u00e1veis pela coleta desses materiais, passam por treinamento no Servi\u00e7o Especializado em Engenharia de Seguran\u00e7a e Medicina do Trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>R\u00edgido n\u00e3o \u00e9 mesmo?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque um simples ato como torcer um pano de ch\u00e3o para sec\u00e1-lo e continuar a limpeza, deixa o pr\u00f3prio encarregado do servi\u00e7o exposto a agentes infecciosos. E, mesmo usando luvas, \u00e9 poss\u00edvel que essa pessoa entre em contato com a \u00e1gua contaminada.<\/p>\n\n\n\n<p>Bom, equipes treinadas no assunto saberiam que nunca se deve limpar um ambiente hospitalar com pano de ch\u00e3o! \u00c9 mais recomendado o uso de esfreg\u00f5es tipo Mop, reduzindo a possibilidade de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro exemplo, o uso de seringas, gazes e equipamentos s\u00e3o capazes de disseminar in\u00fameras enfermidades se n\u00e3o forem descartados ou esterilizados de forma correta.<\/p>\n\n\n\n<p>Erros assim, que poderiam ser facilmente evitados, em hospitais s\u00e3o a 2.\u00aa causa de mortes no Brasil. Pois, \u00e9 o descuido dos pequenos detalhes que causam as t\u00e3o temidas infec\u00e7\u00f5es hospitalares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Infec\u00e7\u00f5es hospitalares<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A<a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/desinfeccao-de-hospitais-entenda-a-importancia-e-treine-a-equipe\/\"> infec\u00e7\u00e3o hospitalar<\/a> \u00e9 uma complica\u00e7\u00e3o grave na sa\u00fade dos pacientes, de tratamento bastante dif\u00edcil, causada por bact\u00e9rias que se desenvolvem dentro do hospital, e que, portanto, s\u00e3o mais resistentes aos tratamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma variedade imensa de doen\u00e7as e perigos que v\u00e3o desde v\u00edrus e bact\u00e9rias a produtos qu\u00edmicos que, manipulados de forma incorreta, podem at\u00e9 levar \u00e0 morte. Algo extremamente simples, como o h\u00e1bito de lavar as m\u00e3os, pode evitar a dissemina\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias multirresistentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em casos mais graves, um \u00fanico caso de higieniza\u00e7\u00e3o mal feita, pode gerar um surto de doen\u00e7as que se espalha por todo o hospital, sem diferencia\u00e7\u00e3o entre profissionais, pacientes ou visitantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui est\u00e3o apenas alguns dos cuidados b\u00e1sicos que a equipe de limpeza deve dominar para, pelo menos tentar, evitar tal cen\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Os produtos de limpeza devem variar de acordo com a classifica\u00e7\u00e3o das \u00e1reas: as \u00e1reas cr\u00edticas, semicr\u00edticas e n\u00e3o cr\u00edticas.<\/li><li>H\u00e1 um mito ainda existente que ao misturar produtos resulta em uma limpeza mais completa, mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Nunca misture produtos! Utilize cada produto de acordo com a sua finalidade e se for misturar, o profissional tem que ser bem-treinado e especialista para n\u00e3o neutralizar o efeito de nenhum dos produtos.<\/li><li>Utilizar todos os EPIs necess\u00e1rios: luvas, m\u00e1scaras, \u00f3culos, botas e avental; assim como carrinhos, aspiradores, enceradeiras e lavadoras. No recolhimento do lixo hospitalar todo cuidado \u00e9 pouco.<\/li><li>Ap\u00f3s a limpeza, todo material deve ser lavado com \u00e1gua e detergente neutro, depois ser desinfectado.<\/li><li>Trocar todos os panos e solu\u00e7\u00f5es ao fim de cada a\u00e7\u00e3o de limpeza de um mobili\u00e1rio ou \u00e1rea.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Vale a pena comentar que a infec\u00e7\u00e3o hospitalar \u00e9 a causa de risco de vida para os pacientes, de custos elevados para o hospital, e de demonstrativo de inefici\u00eancia dos profissionais e consequentemente do hospital como um todo.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Por que Terceirizar?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Como pode ver, a limpeza hospitalar \u00e9 uma tarefa \u00e1rdua e cont\u00ednua que exige os melhores produtos, equipamentos e treinamento para sua execu\u00e7\u00e3o. Para garantir que nada seja esquecido e que todas as medidas de limpeza sejam tomadas com a m\u00e1xima seriedade e profissionalismo, muitas institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o se voltando para empresas terceirizadas e especializadas no assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas terceirizadas, normalmente, treinam incansavelmente seus colaboradores, atualizando-os das melhores pr\u00e1ticas, produtos e t\u00e9cnicas, al\u00e9m de sempre garantirem a seguran\u00e7a de seus colaboradores providenciando os EPIs adequados, consequentemente protegendo os profissionais do hospital tamb\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os servi\u00e7os terceirizados de limpeza hospitalar tamb\u00e9m trazem agilidade, j\u00e1 que as equipes est\u00e3o familiarizadas com as normas e produtos aceitos pela <strong>Anvisa (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria)<\/strong> e com o <strong><a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/como-garantir-a-eficiencia-operacional-da-sua-empresa\/\">Procedimento Operacional Padr\u00e3o (POP)<\/a><\/strong> de cada grupo de res\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem falar na economia que traz para o hospital, por conta do&nbsp; n\u00famero de profissionais dispon\u00edveis capacidades, por um menor pre\u00e7o. Optar por deixar a higieniza\u00e7\u00e3o para profissionais capacitados de uma empresa de mercado, \u00e9 poss\u00edvel diminuir o risco de infec\u00e7\u00f5es drasticamente para todos, profissionais, pacientes e visitas. \u00c0 escolha criteriosa da empresa \u00e0 se contratar \u00e9 a parte mais importante do processo. J\u00e1 falamos aqui algumas dicas de como escolher a empresa certa. Procurar por certificados, como por exemplo o Grupo Morhena tem ISO 9001 em Higieniza\u00e7\u00e3o e Desinfec\u00e7\u00e3o Hospitalar, torna mais assertiva \u00e0 sua escolha.<\/p>\n\n\n\n<p>Se gostou deste texto fique \u00e0 vontade para assinar nossa newsletter e receber notifica\u00e7\u00f5es de mais textos \u00fateis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Unidades hospitalares s\u00e3o ambientes com grande probabilidade de contamina\u00e7\u00f5es devido \u00e0s diversas bact\u00e9rias presentes nesse ambiente, principalmente nos res\u00edduos deixados depois de cada procedimento.&nbsp; O Brasil gera cerca de 200 mil toneladas de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos por dia e o lixo hospitalar \u00e9 o tipo mais perigoso desses res\u00edduos. Isso porque o lixo gerado em hospitais, cl\u00ednicas, ambulat\u00f3rios, farm\u00e1cias, entre outros centros de atendimento, s\u00e3o infectantes e qu\u00edmicos. Por exemplo, subst\u00e2ncias t\u00f3xicas e radioativas presentes nos medicamentos podem afetar o solo e a \u00e1gua, trazendo consequ\u00eancias graves ao meio ambiente e as pessoas em volta que vivem e consomem tais elementos.&nbsp;&nbsp;&nbsp; E tamb\u00e9m por conta do alto risco de contamina\u00e7\u00e3o, tanto para seres humanos quanto para animais e plantas, esse lixo deve ser manuseado com muito cuidado, seguindo procedimentos espec\u00edficos e legalmente regulamentados. Esses procedimentos s\u00e3o chamados de Plano de Gerenciamento de Res\u00edduos de Servi\u00e7os de Sa\u00fade (PGRSS). O PGRSS estabelece crit\u00e9rios na separa\u00e7\u00e3o, no manuseio e no destino final do lixo hospitalar, garantindo que o descarte seja feito de acordo com a classifica\u00e7\u00e3o dos materiais.\u00a0 Sim, classifica\u00e7\u00e3o! A correta separa\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos hospitalares \u00e9 t\u00e3o importante que o lixo \u00e9 dividido em cinco grupos e descartado da forma mais segura dependendo de cada grupo. 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