{"id":2385,"date":"2020-10-14T12:00:17","date_gmt":"2020-10-14T15:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/?p=2385"},"modified":"2020-10-14T16:37:23","modified_gmt":"2020-10-14T19:37:23","slug":"quais-sao-os-tipos-de-residuos-hospitalares-e-como-classifica-los","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/?p=2385","title":{"rendered":"Quais s\u00e3o os tipos de res\u00edduos hospitalares e como classific\u00e1-los?"},"content":{"rendered":"\n<p>Os res\u00edduos hospitalares s\u00e3o aqueles produzidos por todos os tipos de estabelecimento prestadores de servi\u00e7os de sa\u00fade, como, hospitais, consult\u00f3rios m\u00e9dicos, laborat\u00f3rios, farm\u00e1cias, cl\u00ednicas veterin\u00e1rias, necrot\u00e9rio, postos de sa\u00fade, centro de pesquisa e qualquer outra institui\u00e7\u00e3o que produza res\u00edduos contendo secre\u00e7\u00f5es ou perigo de contamina\u00e7\u00e3o para o ser humano, animais e\/ou ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>As leis que se aplicam as organiza\u00e7\u00f5es produtoras de res\u00edduos hospitalares come\u00e7ou com a RDC n.\u00ba 306\/04 da <strong>ANVISA (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria)<\/strong> e pela resolu\u00e7\u00e3o n.\u00ba 358\/05 do <strong>CONAMA (conselho nacional do meio ambiente)<\/strong>, objetivando organizar e impor o <strong>PGRSS (Plano de Gerenciamento de Res\u00edduos de Servi\u00e7os de Sa\u00fade).&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esse plano tem como objetivo melhorar as medidas de seguran\u00e7a e higiene no ambiente hospitalar; contribuir para o controle de infec\u00e7\u00e3o hospitalar e acidentes ocupacionais; minimizar a produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos e proporcionar aos res\u00edduos gerados, um encaminhamento seguro, de forma eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas leis s\u00e3o supervisionadas pelos fiscalizadores da <strong>ANVISA<\/strong>, e s\u00e3o sujeitas \u00e0s penalidades dos tipos quais, emiss\u00e3o de autua\u00e7\u00f5es e multas at\u00e9 a interdi\u00e7\u00e3o parcial, total ou permanente da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2>Quais s\u00e3o as<strong> classifica\u00e7\u00f5es de res\u00edduos hospitalares?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a ANVISA os res\u00edduos hospitalares s\u00e3o separados em 5 classes, considerando a \u00e1rea de gera\u00e7\u00e3o, as caracter\u00edsticas e os riscos que cada um promove. Cada uma das classes t\u00eam seu m\u00e9todo de transporte e descarte pr\u00f3prio e a correta classifica\u00e7\u00e3o desses res\u00edduos permite que seu manuseio seja eficiente, econ\u00f4mico e seguro.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Grupo A &#8211; Potencialmente infectantes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>S\u00e3o aqueles que cont\u00eam agentes biol\u00f3gicos e que apresentam risco de infec\u00e7\u00e3o como: bolsas de sangue contaminadas, membranas e excre\u00e7\u00f5es. Sua destina\u00e7\u00e3o ideal \u00e9 geralmente a incinera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse grupo, existem suas subdivis\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grupo A1<\/strong>: res\u00edduos provenientes de manipula\u00e7\u00e3o de microorganismos, inocula\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, ampolas e frascos, e todo material envolvido em vacina\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o laboratorial, material contendo sangue, bolsas de sangue ou contendo hemocomponentes. Este res\u00edduo deve ser acondicionado pelo gerador em saco branco leitoso imperme\u00e1vel com s\u00edmbolo de risco infectante. Estes sacos devem ser substitu\u00eddos quando atingirem 2\/3 de sua capacidade ou pelo menos 1 vez a cada 24 horas e identificados conforme est\u00e1 descrito no PGRSS.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grupo A2<\/strong>: corresponde a carca\u00e7as, pe\u00e7as anat\u00f4micas, v\u00edsceras animais e at\u00e9 mesmo animais que foram submetidos a processo de experimenta\u00e7\u00e3o com microorganismos que possam causar epidemia. Como estes res\u00edduos possuem um alto grau de risco, devem ser acondicionados em sacos vermelhos contendo s\u00edmbolo de risco infectante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grupo A3<\/strong>: pe\u00e7as anat\u00f4micas (membros humanos), produtos de fecunda\u00e7\u00e3o sem sinais vitais, com peso inferior a 500 gramas e estatura menor que 25 cm ou idade gestacional menor que 20 semanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o registro no local de gera\u00e7\u00e3o, devem ser encaminhados para:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; Sepultamento em cemit\u00e9rio, desde que haja autoriza\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o competente do Munic\u00edpio, do Estado ou do Distrito Federal;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; Tratamento t\u00e9rmico por incinera\u00e7\u00e3o ou crema\u00e7\u00e3o, em equipamento devidamente licenciado para esse fim.<\/p>\n\n\n\n<p>Se forem encaminhados para sistema de tratamento, devem ser acondicionados pelo gerador em saco vermelho com s\u00edmbolo de risco infectante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grupo A4<\/strong>: \u2018kits\u2019 de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores; filtros de ar e de gases aspirados de \u00e1reas contaminadas, sobras de laborat\u00f3rio contendo fezes, urina e secre\u00e7\u00f5es, tecidos e materiais utilizados em servi\u00e7os de assist\u00eancia \u00e1 sa\u00fade humana ou animal, que n\u00e3o contenha sangue ou l\u00edquidos corp\u00f3reos na forma livre; bolsas transfusionais vazias ou com volume residual p\u00f3s-transfus\u00e3o; e outros res\u00edduos que n\u00e3o tenham contamina\u00e7\u00e3o ou mesmo suspeita de contamina\u00e7\u00e3o com doen\u00e7a ou microorganismos de import\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Carca\u00e7as, pe\u00e7as anat\u00f4micas, v\u00edsceras e outros res\u00edduos provenientes de animais n\u00e3o submetidos a processos de experimenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se encaixam nessa categoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes res\u00edduos devem ser acondicionados pelo gerador em sacos brancos leitosos com s\u00edmbolo de risco infectante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grupo A5<\/strong>: \u00f3rg\u00e3os, tecidos, fluidos e todos os materiais envolvidos na aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade de indiv\u00edduos ou animais com suspeita, ou certeza de contamina\u00e7\u00e3o por pr\u00edons (agentes infecciosos compostos por prote\u00ednas modificadas). Estes materiais devem ser acondicionados pelo gerador em 2 sacos vermelhos (um dentro de outro) contendo s\u00edmbolo de risco infectante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Devem sempre ser encaminhados a sistema de incinera\u00e7\u00e3o, de acordo com o definido na RDC ANVISA n.\u00ba 305\/2002.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Grupo B &#8211; Qu\u00edmicos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Materiais que contenham subst\u00e2ncias qu\u00edmicas e que sejam capazes de causar risco a sa\u00fade humana, animal e ao meio ambiente, exemplos: res\u00edduos saneantes, desinfetantes e desincrustante; medicamentos para tratamento de c\u00e2ncer, reagentes para laborat\u00f3rio e subst\u00e2ncias utilizadas para revela\u00e7\u00e3o de exames.<\/p>\n\n\n\n<p>O acondicionamento deve ser feito em sua embalagem original, separando todos corretamente considerando a incompatibilidade qu\u00edmica dos materiais, para evitar acidentes, posto dentro de um recipiente resistente envolvido por um saco. Esse grupo deve ser devolvido ao fabricante.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Grupo C &#8211; Rejeitos radioativos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Materiais que possuam radioatividade em carga acima do normal, que n\u00e3o possam ser reutilizados, como: exames de medicina nuclear ou radioterapia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O acondicionamento deve ser feito em recipientes blindados, destinados aos dep\u00f3sitos de lixo radioativos. Essa destina\u00e7\u00e3o \u00e9 recebida de acordo com a regulamenta\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Grupo D &#8211; Res\u00edduos comuns<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Qualquer lixo hospitalar que n\u00e3o apresente estar contaminado, ou seja, sem a presen\u00e7a de riscos biol\u00f3gicos qu\u00edmicos e radioativos, como: gessos, luvas, gazes, materiais pass\u00edveis de reciclagem e pap\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p>O acondicionamento deve ser feito em lixeiras ou recipientes que diferenciem cada conte\u00fado para serem devidamente enviados para a reciclagem, reutiliza\u00e7\u00e3o ou aterramento.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Grupo E &#8211; Perfurocortantes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os materiais que podem causar cortes e perfura\u00e7\u00f5es como: agulhas, escalpes, lancetas e ampolas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esses materiais devem ser embalados em recipientes espec\u00edficos e resistentes, ou seja, que n\u00e3o ser\u00e3o facilmente rasgados. Esses recipientes devem conter a inscri\u00e7\u00e3o do material infectante disposta de forma vis\u00edvel, e a destina\u00e7\u00e3o ideal geralmente \u00e9 a incinera\u00e7\u00e3o, mas pode haver a coleta especial voltada para dep\u00f3sito em aterro sanit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2>Qual \u00e9 a <strong>import\u00e2ncia de boas pr\u00e1ticas com os res\u00edduos hospitalares?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Qualquer descuido com o <a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/voce-sabe-o-que-e-pgrss-e-porque-ele-vai-ajudar-na-gestao-da-limpeza-hospitalar\/\">PGRSS<\/a> significa um grande risco para os trabalhadores, tanto m\u00e9dicos quanto os de servi\u00e7o de limpeza, pacientes e visitantes destes locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa <a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/como-implementar-a-coleta-seletiva-nos-municipios\/\">coleta seletiva<\/a> \u00e9 t\u00e3o importante que at\u00e9 mesmo em casa, n\u00f3s devemos tomar cuidado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA legisla\u00e7\u00e3o estabelece que, quando ocorre a mistura de res\u00edduos comuns com perigosos, o volume total deve ser tratado como res\u00edduo perigoso, o mesmo acontecendo para res\u00edduos comuns quando mesclados com res\u00edduos infectantes\u201d (Ribeiro Filho, 1998).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, um simples ato como jogar um rem\u00e9dio vencido no lixo com os outros restos, pode afetar o meio ambiente e a sa\u00fade humana de forma negativa, visto que esse lixo ser\u00e1 levado para os aterros sanit\u00e1rios e n\u00e3o para os lugares com m\u00e9todos apropriados para o descarte dos res\u00edduos hospitalares, como a incinera\u00e7\u00e3o, aterramento ou radia\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste texto falamos sobre as classifica\u00e7\u00f5es dos res\u00edduos hospitalares. 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As leis que se aplicam as organiza\u00e7\u00f5es produtoras de res\u00edduos hospitalares come\u00e7ou com a RDC n.\u00ba 306\/04 da ANVISA (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria) e pela resolu\u00e7\u00e3o n.\u00ba 358\/05 do CONAMA (conselho nacional do meio ambiente), objetivando organizar e impor o PGRSS (Plano de Gerenciamento de Res\u00edduos de Servi\u00e7os de Sa\u00fade).&nbsp; Esse plano tem como objetivo melhorar as medidas de seguran\u00e7a e higiene no ambiente hospitalar; contribuir para o controle de infec\u00e7\u00e3o hospitalar e acidentes ocupacionais; minimizar a produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos e proporcionar aos res\u00edduos gerados, um encaminhamento seguro, de forma eficiente. Essas leis s\u00e3o supervisionadas pelos fiscalizadores da ANVISA, e s\u00e3o sujeitas \u00e0s penalidades dos tipos quais, emiss\u00e3o de autua\u00e7\u00f5es e multas at\u00e9 a interdi\u00e7\u00e3o parcial, total ou permanente da organiza\u00e7\u00e3o. Quais s\u00e3o as classifica\u00e7\u00f5es de res\u00edduos hospitalares? Segundo a ANVISA os res\u00edduos hospitalares s\u00e3o separados em 5 classes, considerando a \u00e1rea de gera\u00e7\u00e3o, as caracter\u00edsticas e os riscos que cada um promove. Cada uma das classes t\u00eam seu m\u00e9todo de transporte e descarte pr\u00f3prio e a correta classifica\u00e7\u00e3o desses res\u00edduos permite que seu manuseio seja eficiente, econ\u00f4mico e seguro. 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