{"id":2060,"date":"2020-08-12T12:00:00","date_gmt":"2020-08-12T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/?p=2060"},"modified":"2020-05-20T10:19:12","modified_gmt":"2020-05-20T13:19:12","slug":"como-praticar-o-programa-de-controle-de-infeccao-hospitalar-pcih","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/?p=2060","title":{"rendered":"Como praticar o Programa de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar (PCIH)?"},"content":{"rendered":"\n<p>Em tempos como estes \u00e9 mais importante do que nunca manter os hospitais seguros e dispon\u00edveis para as pessoas, evitando a todo custo a perman\u00eancia prolongada de pacientes, resultando em leitos lotados. \u00c9 especialmente ruim e imperdo\u00e1vel, quando essa perman\u00eancia prolongada se d\u00e1 por conta do descuido do pr\u00f3prio hospital, como por exemplo as infec\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/blog\/limpeza-hospitalar-entenda-como-aplica-la-com-eficiencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">infec\u00e7\u00e3o hospitalar<\/a>, no caso, \u00e9 definida como aquela que \u00e9 adquirida ap\u00f3s a interna\u00e7\u00e3o do paciente, podendo n\u00e3o s\u00f3 causar riscos \u00e0 sa\u00fade do internado, mas tamb\u00e9m atribuindo maior tempo de interna\u00e7\u00e3o gerando mais custos, al\u00e9m de ser uma das maiores causas de morte durante a hospitaliza\u00e7\u00e3o. Estimativas consideradas otimistas segundo o jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, esse tipo de infec\u00e7\u00e3o \u00e9 detentora de mais de 50 mil \u00f3bitos por ano no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As principais causas da Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar s\u00e3o: esteriliza\u00e7\u00e3o e desinfec\u00e7\u00e3o inadequada dos artigos e equipamentos, quebra de rotinas de limpeza do hospital, quebra dos procedimentos de rotina da enfermagem e m\u00e9dica, e falta de bioseguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos nos concentrar neste texto sobre Controle da Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>PCIH e CCIH?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O Programa de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar (PCIH)<\/strong> \u00e9 um conjunto de a\u00e7\u00f5es desenvolvidas deliberada e sistematicamente, com objetivo da redu\u00e7\u00e3o m\u00e1xima poss\u00edvel da incid\u00eancia e da gravidade das infec\u00e7\u00f5es hospitalares. Para que o PCIH seja executado apropriadamente, os hospitais dever\u00e3o constituir uma <strong>Comiss\u00e3o de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar (CCIH)<\/strong> e um <strong>N\u00facleo de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar (NCIH)<\/strong>, seus membros sendo indicados pelo diretor cl\u00ednico ou respons\u00e1vel t\u00e9cnico da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O CCIH mant\u00e9m os \u00edndices de infec\u00e7\u00e3o nos valores considerados aceitos pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, seguindo rigorosamente normas e portarias espec\u00edficas da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria, promovendo a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o \u00e0s infec\u00e7\u00f5es. Junto \u00e0 Dire\u00e7\u00e3o do Hospital, a comiss\u00e3o planeja, elabora, implementa, mant\u00e9m e avalia o PCIH. A Comiss\u00e3o deve realizar reuni\u00f5es peri\u00f3dicas, no m\u00ednimo bimensal, obrigatoriamente registrada em ata.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O N\u00facleo de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar (NCIH) s\u00e3o aqueles que ir\u00e3o avaliar as a\u00e7\u00f5es do CCIH, quase como um papel executivo, constitu\u00eddo de profissionais com carga hor\u00e1ria exclusiva para a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e controle de infec\u00e7\u00e3o hospitalar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o eles que ir\u00e3o realizar investiga\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica de surtos e implantar medidas de controle; atuar junto aos diversos servi\u00e7os do hospital em programas de educa\u00e7\u00e3o continuada; e s\u00e3o eles que preenchem o Roteiro de Inspe\u00e7\u00e3o do Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar que foi regulamentado pela Resolu\u00e7\u00e3o \u2013 RDC n.\u00ba 48, de 2 de junho de 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>O PCIH come\u00e7ou a ser regulamentado em 1983, com a Portaria MS n.\u00ba 196\/83, que foi revogada e substitu\u00edda pela Portaria MS n.\u00ba 930\/92. Atualmente, est\u00e1 em vigor a Portaria n.\u00ba 2616\/GM, de 12 de maio de 1998. Essa lei fala da obrigatoriedade dos hospitais manterem um Programa de Infec\u00e7\u00f5es Hospitalares e o controle do mesmo. O descumprimento das normas aprovadas por esta Portaria sujeitar\u00e1 o infrator a processos e as penalidades.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Como implementar o PCIH?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h3>1. <strong>Composi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 dissemos, o PCIH precisa automaticamente de uma CCIH, que deve ser composta por profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade, de n\u00edvel superior, formalmente designados e constitu\u00edda de no m\u00ednimo um representante dos seguintes setores: corpo cl\u00ednico, enfermagem e administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 recomend\u00e1vel que a CCIH tenha a seguinte constitui\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Um representante do corpo cl\u00ednico;&nbsp;<\/li><li>Um Representante da Diretoria Administrativa;<\/li><li>Um Representante da Farm\u00e1cia;&nbsp;<\/li><li>Um Representante do Laborat\u00f3rio de Microbiologia;&nbsp;<\/li><li>Um Representante da Diretoria de Enfermagem;&nbsp;<\/li><li>Membros do N\u00facleo de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante lembrar que os membros da Comiss\u00e3o devem ter horas dispon\u00edveis para estas atividades por se tratar de um trabalho dif\u00edcil que requer muito tempo, efici\u00eancia e vigil\u00e2ncia permanente para que possa atingir seus objetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de pessoas que far\u00e3o parte do programa varia e depende do tamanho do hospital ou cl\u00ednica, ent\u00e3o \u00e9 importante fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do hospital para saber quantos membros de cada setor far\u00e3o parte do programa. Compete \u00e0 Diretoria Cl\u00ednica e Administrativa do hospital suprir os profissionais que ser\u00e3o contratados e lotados com carga hor\u00e1ria espec\u00edfica para o NCIH.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, os membros do NCIH devem ser especificamente:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul><li>M\u00e9dico, preferencialmente infectologista, com experi\u00eancia em controle e preven\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es hospitalares e carga hor\u00e1ria espec\u00edfica para a\u00e7\u00f5es de controle de infec\u00e7\u00f5es hospitalares;&nbsp;<\/li><li>enfermeiro (6 horas\/dia) com experi\u00eancia em controle e preven\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es hospitalares;&nbsp;<\/li><li>E para cada 200 leitos ou fra\u00e7\u00e3o adicional, deve ser acrescentado um m\u00e9dico e uma enfermeira com experi\u00eancia em controle de infec\u00e7\u00f5es hospitalares;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3>2. <strong>Estrutura<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea f\u00edsica destinada para o funcionamento de uma CCIH depender\u00e1 do tamanho e condi\u00e7\u00f5es de cada hospital, bem como do n\u00famero e gravidade da ocorr\u00eancia de infec\u00e7\u00f5es.&nbsp; O m\u00ednimo seria uma sala para chefia e reuni\u00f5es, secretaria e arquivo, laborat\u00f3rio para bacteriologia epidemiol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<h3>3. <strong>Controle<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Ao montar uma Comiss\u00e3o, deve-se montar o seu pr\u00f3prio programa, partindo de um minucioso diagn\u00f3stico situacional de seu hospital, dando prioridade \u00e0s \u00e1reas chamadas cr\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>As atividades podem ser agrupadas em:<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Controle do ambiente<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Manter o controle das infec\u00e7\u00f5es em todas as \u00e1reas do ambiente hospitalar, dando, por\u00e9m, prioridade \u00e0s \u00e1reas cr\u00edticas. Assim os esfor\u00e7os da Comiss\u00e3o estar\u00e3o voltados para:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Elabora\u00e7\u00e3o, controle e atualiza\u00e7\u00e3o de normas e rotinas referentes \u00e0 limpeza e desinfec\u00e7\u00e3o dos ambientes, estabelecendo a frequ\u00eancia, tipo de desinfetante, dando \u00eanfase especial \u00e0s \u00e1reas cr\u00edticas: centros cir\u00fargicos, obst\u00e9trico, ber\u00e7\u00e1rio, sala de recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-anest\u00e9sica, unidade de terapia intensiva, pediatria, isolamento, servi\u00e7o de Nutri\u00e7\u00e3o e Diet\u00e9tica.<\/li><li>Programas de treinamento e atualiza\u00e7\u00e3o sobre limpeza e desinfec\u00e7\u00e3o de ambiente.<\/li><li>Controle das desinfec\u00e7\u00f5es concorrentes.<\/li><li>Controle das desinfec\u00e7\u00f5es terminais.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4><strong>Controle de pessoal<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<ul><li>Em casos de pacientes: controle, supervis\u00e3o e isolamento de qualquer caso suspeito ou confirmado e supervis\u00e3o do preparo do campo operat\u00f3rio em pacientes cir\u00fargicos.&nbsp;<\/li><li>No caso dos visitantes: controle dos hor\u00e1rios e n\u00famero de visitas por paciente, limita\u00e7\u00e3o de idade para visitantes e orienta\u00e7\u00e3o sobre a transmiss\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es e infec\u00e7\u00e3o cruzada.&nbsp;<\/li><li>No caso dos pr\u00f3prios m\u00e9dicos e trabalhadores: treinamento e atualiza\u00e7\u00e3o, para todos, desde a equipe de limpeza at\u00e9 o Administrador, nas t\u00e9cnicas ass\u00e9pticas; estabelecer crit\u00e9rios exigentes para a indica\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis pelos Servi\u00e7os de Limpeza e Lavanderia; dar condi\u00e7\u00f5es materiais e humanas para que a comiss\u00e3o possa desenvolver seus trabalhos; estabelecer uma rotina de atendimento e preven\u00e7\u00e3o aos profissionais expostos a doen\u00e7as transmiss\u00edveis no ambiente hospitalar com particular aten\u00e7\u00e3o aos acidentes envolvendo materiais perfurocortantes contaminados e fluidos corporais.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4><strong>Controle dos produtos qu\u00edmicos<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Cabe ao CCIH a sele\u00e7\u00e3o dos produtos qu\u00edmicos (germicidas, desinfetantes, antiss\u00e9pticos, agentes de limpeza), o controle da sua aquisi\u00e7\u00e3o e efic\u00e1cia; e a elabora\u00e7\u00e3o de normas e rotinas quanto ao uso dos mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi um breve resumo para come\u00e7ar a estabelecer a sua Comiss\u00e3o de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar. \u00c9 v\u00e1lido lembrar que as empresas terceirizadas que ficam respons\u00e1veis pela limpeza, higieniza\u00e7\u00e3o e desinfec\u00e7\u00e3o de hospitais, como \u00e0 Morhena, respondem diretamente \u00e0 CCIH do hospital sobre todos os procedimentos, rotinas e poss\u00edveis ocorr\u00eancias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive \u00e0 <a href=\"https:\/\/morhena.com.br\/institucional\/sistema-de-gestao-da-qualidade\/\">Morhena<\/a> possui um enfermeiro padr\u00e3o de CCIH no seu pr\u00f3prio time para treinar as equipes destinadas \u00e0 limpeza em \u00e1reas da sa\u00fade nos maiores crit\u00e9rios sobre preven\u00e7\u00e3o de controle de infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Se gostou deste conte\u00fado sinta-se a vontade para assinar nossa newsletter e receber avisos sobre mais textos como esse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tempos como estes \u00e9 mais importante do que nunca manter os hospitais seguros e dispon\u00edveis para as pessoas, evitando a todo custo a perman\u00eancia prolongada de pacientes, resultando em leitos lotados. \u00c9 especialmente ruim e imperdo\u00e1vel, quando essa perman\u00eancia prolongada se d\u00e1 por conta do descuido do pr\u00f3prio hospital, como por exemplo as infec\u00e7\u00f5es.&nbsp; A infec\u00e7\u00e3o hospitalar, no caso, \u00e9 definida como aquela que \u00e9 adquirida ap\u00f3s a interna\u00e7\u00e3o do paciente, podendo n\u00e3o s\u00f3 causar riscos \u00e0 sa\u00fade do internado, mas tamb\u00e9m atribuindo maior tempo de interna\u00e7\u00e3o gerando mais custos, al\u00e9m de ser uma das maiores causas de morte durante a hospitaliza\u00e7\u00e3o. Estimativas consideradas otimistas segundo o jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, esse tipo de infec\u00e7\u00e3o \u00e9 detentora de mais de 50 mil \u00f3bitos por ano no Brasil.&nbsp; As principais causas da Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar s\u00e3o: esteriliza\u00e7\u00e3o e desinfec\u00e7\u00e3o inadequada dos artigos e equipamentos, quebra de rotinas de limpeza do hospital, quebra dos procedimentos de rotina da enfermagem e m\u00e9dica, e falta de bioseguran\u00e7a. Vamos nos concentrar neste texto sobre Controle da Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar.&nbsp; PCIH e CCIH? O Programa de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar (PCIH) \u00e9 um conjunto de a\u00e7\u00f5es desenvolvidas deliberada e sistematicamente, com objetivo da redu\u00e7\u00e3o m\u00e1xima poss\u00edvel da incid\u00eancia e da gravidade das infec\u00e7\u00f5es hospitalares. Para que o PCIH seja executado apropriadamente, os hospitais dever\u00e3o constituir uma Comiss\u00e3o de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar (CCIH) e um N\u00facleo de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar (NCIH), seus membros sendo indicados pelo diretor cl\u00ednico ou respons\u00e1vel t\u00e9cnico da institui\u00e7\u00e3o. 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